Estilo de vida

Os 10 maiores “ladrões” de energia

17/01/26

Será que esses problemas tratáveis ​​estão te prejudicando?

Olhamos para o horizonte e ele parece árduo. Olhamos ao nosso redor e vemos o copo meio vazio, em vez de meio cheio. Olhamos para o passado e sentimos nostalgia por uma época que parecia melhor do que hoje…

A apatia e a falta de uma visão positiva são sintomas de desânimo.

Às vezes, isso ocorre devido a problemas físicos ou psicológicos (hipertireoidismo, anemia, exaustão por estresse, insônia, depressão...). Se você se identifica com algum desses problemas, o melhor é consultar um médico para descobrir o que está acontecendo com seu corpo e encontrar um tratamento.

Mas outras vezes, aparentemente não há nada de errado e, mesmo assim, você tem certeza de que “não está sendo você mesmo”.

Temos que levar em conta que a passagem do tempo nos transforma, e com o passar dos anos não conseguiremos alcançar os mesmos objetivos (embora isso não deva nos impedir de atingir metas mais valiosas). Mas se nossas avaliações de saúde física e psicológica indicam que está tudo bem, vale a pena investigar outras razões pelas quais nosso desempenho pode não estar no máximo. Talvez haja algo nos fazendo perder energia, alguma fragilidade ou problema nos drenando as forças.

O Dalai Lama escreveu sobre os 10 "ladrões de energia". Que tal dar uma olhada na lista dele e ver se algum desses fatores pode estar atuando na sua vida?

1. Pessoas tóxicas

“Afaste-se de pessoas que só vêm para compartilhar queixas, problemas, histórias desastrosas, medo e julgamentos sobre os outros. Se alguém está procurando uma lixeira para jogar o lixo, tente não deixar que seja a sua mente.”

Existem mais de 7 bilhões de pessoas no mundo. Por que eu deveria me contentar em ter ao meu lado alguém que me torna uma pessoa pior? Quando falamos de "pessoas tóxicas", estamos nos referindo a amizades ruins que envenenam o ambiente familiar, semeiam discórdia no trabalho e em outros relacionamentos. Livre-se delas e proteja os outros dessa má influência.

2. Dívida

“Pague suas contas em dia. Ao mesmo tempo, cobre das pessoas que lhe devem ou decida deixar para lá se for impossível receber o pagamento.”

Viver em justiça traz tranquilidade e paz. Na medida do possível, resolva suas pendências o mais rápido possível. E não só isso, você pode ir além e tomar a iniciativa para que eles lhe devolvam o que lhe devem.

Se você quiser ser ainda mais virtuoso, faça algo generoso e perdoe a dívida. Você verá como virar a página dá asas ao seu espírito. Mas quando você tem uma dívida pesando sobre seus ombros (e não apenas uma financeira), isso pesa na sua consciência e torna mais difícil tomar decisões.

Gpointstudio – Shutterstock

3. Não cumprir suas promessas

“Se você não fez o que disse que faria, pergunte-se por que está resistindo. Você sempre tem o direito de mudar de ideia, de se desculpar, de compensar, de renegociar e de oferecer uma alternativa para uma promessa não cumprida, embora não deva fazer disso um hábito. A maneira mais fácil de evitar o descumprimento de uma promessa que você não quer cumprir é dizer NÃO desde o início.”

Para nos livrarmos desse ladrão, o melhor é fazermos uma lista das promessas que fizemos. Independentemente do tamanho delas. Não se trata de conferi-las agora para nos livrarmos de todas, mas de classificá-las por importância: algumas são para a vida toda, enquanto outras são boas intenções que nos levaram a prometer o impossível quando nos deixamos levar por um sentimento de generosidade.

Bem, precisamos ser um pouco humildes e reconhecer o que realmente podemos fazer, e riscar da lista as promessas que não podemos cumprir. Caso contrário, nos encontraremos na mesma situação daqui a um ano (só que ainda mais preocupados por não termos cumprido essas promessas).

4. Não dar atenção aos seus interesses

“Na medida do possível, elimine e delegue as tarefas que você prefere não fazer e dedique seu tempo a fazer o que você gosta.”

Precisamos interpretar esse conselho com prudência — não significa que podemos ser irresponsáveis. Trata-se de dar protagonismo a pessoas que podem fazer certas coisas melhor do que nós, de saber delegar e de estabelecer uma hierarquia de valores para decidir o que vem primeiro e o que vem depois.

5. Não descansar e agir nos momentos adequados.

“Permita-se descansar se precisar, e permita-se agir se tiver uma oportunidade.”

Certamente você já teve a oportunidade de constatar isso por si mesmo. O corpo é a ferramenta da nossa vida, um elemento essencial para realizarmos o que nos propomos a fazer. Devemos tratá-lo bem.

Você consegue imaginar como age um mecânico de Fórmula 1? Pois bem, temos que ser assim: vigilantes, atentos para alertar sobre qualquer falha no sistema. Não precisamos chegar ao extremo de sermos hipocondríacos, ter medos exagerados ou agir por impulso. Mas precisamos descansar, dormir quando for hora de dormir, caminhar, sair, mudar de rotina, tirar férias…

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6. Desordem

“Jogue fora, recolha e organize. Nada consome mais energia do que um espaço desorganizado, cheio de coisas do passado que você não precisa mais.”

Após a febre da organização trazida por Marie Kondo, fica claro que nos beneficiamos ao estabelecer uma ordem material e espiritual: uma hierarquia de valores, prioridades em ação, harmonia nos materiais que utilizamos… Os antigos mestres já diziam: mantenha a ordem e a ordem o manterá.

Nada melhor para quem tem memória ruim do que deixar as coisas sempre em seus devidos lugares, certo? A maneira mais rápida de manter um lugar organizado é nunca deixá-lo ficar desorganizado.

7. Não cuidar da sua saúde

“Dê prioridade à sua saúde. Se o seu corpo não estiver funcionando a pleno vapor, você não conseguirá fazer muita coisa. Faça algumas pausas.”

Em geral, leve-se a sério. Não pense que você é uma pessoa melhor por levar seu corpo à exaustão. Seu corpo é um bem ambiental fundamental. O sacrifício deve sempre ser proporcional.

8. Situações difíceis

“Encare as situações tóxicas que você está tolerando, desde resgatar um amigo ou familiar até tolerar as ações negativas do seu cônjuge ou de um grupo. Tome as medidas necessárias.”

Quando falamos de situações difíceis, estamos nos referindo a situações que nunca deveríamos ter permitido, porque são injustas ou erradas em si mesmas. Canalize isso buscando apoio nas pessoas ao seu redor, se não conseguir mudar as coisas sozinho. Saia da espiral de violência ou negatividade. Busque conselhos e tome medidas para mudar o panorama.

9. Não aceitar

“Aceite. Não é resignação, mas nada lhe fará gastar mais energia do que resistir e lutar contra uma situação que você não pode mudar.”

Às vezes, podemos nos preocupar com algo que pode mudar um dia. Mas quando nos deparamos com algo que não podemos mudar, precisamos de uma atitude diferente. Temos que simplesmente conviver com isso. Não enfrente a onda de frente; tente surfá-la. Não é fácil, nem se resolve em poucos dias, mas você pode superar: o luto pela morte de um ente querido, uma perda, um fracasso…

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10. Não perdoar

“Perdoe. Deixe para trás uma situação que lhe causa dor. Você sempre pode escolher se livrar da dor da lembrança.”

Você conhecerá a medida do seu amor. O perdão exige uma mudança no coração, uma vontade de mudar a si mesmo. Se você não perdoa, é você quem perde, porque seu coração abrigará o rancor, a ferida. Perdoar é o ato mais curativo que existe. Somente as grandes almas sabem perdoar do fundo do coração. E isso é verdadeiramente uma arte.

 

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