Busquemos encontrar Deus e Ele se deixará encontrar
30/12/25
Não
importa quando, mas vamos ter um encontro com Deus. Se não for pelo amor, será
pela dor
A vida é busca e encontro, e nossa grande busca é
Deus. Ele é o amado de nossa alma, como diz São João da Cruz, num dos seus
poemas espirituais: “Buscando meu
Amor, meu Amado, vou por montes e vales, sem temer mil perigos. Nem flores
colherei no caminho, pois segui-lo é preciso sem deter-me ou parar. Já não
tenho outro ofício, só amar é o exercício. Solidão povoada, presença amorosa do
Amado. Viver ou morrer, sem Ele eu não quero ser”!
Busquemos encontrar Deus e Ele se deixará
encontrar. O próprio Deus nos diz, através do profeta Jeremias: “Vocês me procurarão e me encontrarão se me
buscarem de todo o coração” (Jr 29,13).
Não importa se é como nos diz a parábola dos
trabalhadores da vinha (Mt 20,1-16), ao amanhecer, ao meio dia ou ao entardecer
de nossa existência vamos ter um encontro com Deus, se não pelo amor, pela dor.
O exemplo de Santo
Agostinho
Deus espera pacientemente que o pecador se converta
e se volte para Ele. Isso me faz lembrar de um homem em particular: Santo
Agostinho. Ele deu um trabalho imenso para sua mãe Santa Mônica. Ele era da “pá
virada”: teve um filho com uma prostituta, era ateu e precisou ser forjado com
muito custo por Deus para se tornar um homem de fé. Depois de sua experiência
com Deus, Santo Agostinho diz que nossa alma foi feita para Deus e não
encontraremos a paz enquanto não repousarmos em Deus. Santo Agostinho é o
reflexo do anseio de todos nós.
Onde está a resposta da existência humana? Em Deus!
Foi isso que Santo Agostinho descobriu. Tanto que chega um momento em sua vida
que ele diz: “Tarde te amei
Senhor. Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que
estavas dentro e eu fora. Estavas comigo e não eu contigo. Exalaste perfume e
respirei. Agora anseio por ti. Provei-te e tenho fome e sede. Tocaste-me e ardi
por tua paz”.
Jesus nos leva ao Pai
Jesus nos revelou o Pai. Ele é o caminho que nos
leva ao Pai, Ele é a luz que dissipa as trevas. Ele disse eu vim como luz (cf.
Jo 12, 46), mas o mundo preferiu as trevas. Quem vive no pecado não quer luz.
Todos fomos crianças e quem tem filhos sabe que quando a criança é arteira e
que quando apronta alguma coisa errada, entra dentro de casa e vai pelos cantos
escuros para não ser vista, para não chamar a atenção e não ser castigada. É a
mesma coisa quem anda no pecado. Não quer luz, não quer discernimento, quer se
afastar da Igreja, quer se afastar dos sacramentos, das pessoas de bem.
Pecado gera pecado e quem está no meio do pecado
quer andar na escuridão do pecado, para que a podridão não venha à tona. Então,
se aproximar da luz de Jesus significa olhar para nossa própria podridão, olhar
para nossos pecados e dizer: “Sou eu, Senhor. Dissipe as trevas da minha vida”.
A busca da verdade
Jesus é verdade! Não a verdade do mundo que é
idêntica a analgésico, que tira a dor, mas não cura. A verdade do mundo
fascina, ludibria, cega e engana. A verdade de Deus, muitas vezes dói, mas
sempre liberta. A felicidade que buscamos e que sei que todos buscamos, só
encontraremos em Deus, por Jesus. Não depositemos a razão de nossa felicidade
em pessoas, não arrisquemos todos os trunfos da nossa vida em alguém.
Arrisquemos em Deus, Ele é fiel. Busquemos a luz sem trevas, a verdade sem
mentiras, a felicidade absoluta que é Deus, em Cristo Jesus.

Edição Portuguese

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