Qual é a missão dos anjos?

22/12/25
A
Sagrada Escritura diz que quando Deus introduziu o Primogênito no mundo, disse:
“Adorem-no todos os Anjos de Deus”
Bossuet dizia: “Os anjos oferecem a Deus as nossas
esmolas, recolhem até os nossos desejos, fazem valer também diante de Deus os
nossos pensamentos… Sejamos felizes de ter amigos tão prestativos,
intercessores tão fiéis, intérpretes tão caridosos”.
Porventura, não são todos eles espíritos
servidores, enviados ao serviço dos que devem herdar a salvação? (Hb 1,14). Os
anjos estão presentes desde a criação do mundo (cf. Jó 38,7); são eles que
fecham o paraíso terrestre (Gn 3,24); protegem Lot (Gen 19); salvam Agar e seu
filho (Gen 21,17); seguram a mão de Abraão para não imolar Isaac (Gen 22,11); a
Lei é comunicada a Moisés e ao povo por ministério deles (At 7,53); são eles
que conduzem o povo de Deus (Ex 23, 20-23); eles anunciam nascimentos célebres
(Jz 13); indicam vocações importantes (Jz 6, 11-24; Is 6,6); são eles que
assistem aos profetas (1 Rs 19,5).
Nos Evangelhos eles aparecem na infância de Jesus,
nas tentações do deserto, na consolação do Getsêmani; são testemunhas da Ressurreição
do Senhor, assistem a Igreja que nasce e os Apóstolos, enfim… prepararão o
Juízo Final e separarão os bons dos maus. Toda a vida de Jesus foi cercada da
adoração e do serviço dos Anjos. Desde a Encarnação até a Ascensão eles o
acompanharam.
Escrituras
A Sagrada Escritura diz que quando Deus introduziu
o Primogênito no mundo, diz: “Adorem-no todos os Anjos de Deus” (Hb 1,6). Até
hoje a Igreja continua a repetir o canto de louvor que eles entoaram quando
Jesus nasceu: “Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens,
objetos da benevolência divina” (Lc 2, 14). São eles que protegem Jesus na
infância (Mt 1, 20; 2, 13.19); são eles que servem Jesus no deserto (Mc 1,12);
o reconfortam na agonia mortal (Lc 22, 43); eles o poderiam salvar das mãos dos
malfeitores se assim Jesus quisesse (Mt 26, 53).
Da mesma forma que os anjos acompanharam a vida de
Jesus, acompanharam também a vida da Igreja, e a beneficia com a sua ajuda
poderosa e misteriosa (At 5, 18-20; 8,26-29; 10,3-8; 12,6-11; 27,23-25). Eles
abrem as portas da prisão (At 5, 19); encorajam Paulo (At 27,23 s); levam
Filipe ao carro do etíope (At 8,26s), etc. São Paulo acentua a subordinação dos
anjos a Cristo vitorioso sobre o pecado e a morte (Hb 1,7-14; Ef 1, 21; Cl 2,
3). Na Festa dos Santos Arcanjos, a Igreja reza ao Senhor assim: “Ó Deus, que
organizais de modo admirável o serviço dos anjos e dos homens, fazei sejamos
protegidos na terra por aqueles que vos servem no céu. (Oração do dia). O
Catecismo nos ensina que: Ainda aqui na terra, a vida cristã participa, na fé
da sociedade bem-aventurada dos anjos e dos homens, unidos em Deus” (§336).
“Quando o Filho do Homem vier na sua glória com todos os seus anjos…” (Mt
25,31).
Liturgia
celeste
No Apocalipse os Anjos aparecem como ministros da
liturgia celeste, oferecendo a Deus a oração dos justos. “Na minha visão ouvi
também ao redor do trono, dos Animais e dos anciãos, a voz de muitos anjos, e
número de miríades de miríades e de milhares de milhares bradando em alta voz:
Digno é o Cordeiro imolado de receber o poder, a riqueza, a sabedoria, a força,
a glória, a honra e o louvor” (Ap 5, 11). “Eu vi os sete Anjos que assistem
diante de Deus. Foram lhes dadas sete trombetas. Adiantou-se outro anjo, e
pôs-se junto ao altar, com um turíbulo de ouro na mão. Foram-lhe dados muitos
perfumes, para que os oferecesse com as orações de todos os santos no altar de
ouro, que está diante do trono. A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com
as orações dos santos, diante de Deus” (Ap 8,2-5).
Na Liturgia a Igreja se associa a eles para adorar
o Deus três vezes Santo: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus do universo…”. Na
despedida dos defuntos a Igreja roga: “Para o Paraíso te levem os anjos”.
Na Festa dos Santos Arcanjos a Igreja ora assim:
“Nós vos apresentamos, ó Deus, com nossas humildes preces, estas oferendas de
louvor; fazei que levadas pelos anjos à vossa presença, sejam recebidas com
agrado e obtenham para nós a salvação” (Sobre as oferendas).

Edição Portuguese
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