A Eucaristia é o sinal do Eterno
12/01/26
É a presença real de Jesus na Eucaristia
que ameniza a fome e a saudade Dele, nos impulsiona a ir em frente e a buscá-Lo
sempre mais
Está em nossa natureza, em nossa essência, em nossa
matéria a busca, o anseio por Deus, como diz o Salmo 62: “A minha alma tem sede de Deus, pelo Deus
vivo anseia com ardor”(Sl 62,2). E a Eucaristia é o sinal do
Eterno.
Jesus Cristo compreendeu bem e disse: “Todo aquele
que ouvir o Pai e por ele foi instruído, vem a mim. Ninguém viu o Pai. Só
aquele que vem de junto de Deus viu o Pai” e em seguida Jesus diz: “Eu sou o pão da vida” (cf. Jo 6,45-46.48).
É como se Ele dissesse: “Vocês têm fome de Deus, fome do Divino, fome do que
realmente são? Eu sou o alimento”.
É a presença real de Jesus na Eucaristia que
ameniza a fome e a saudade, e nos impulsiona a ir em frente e a buscá-lo sempre
mais. Jesus nos nutre daquilo que somos por excelência, aquilo que nos
tornamos, aquilo que fomos e um dia seremos. Nós estamos nessa peleja todo dia,
procurando nos saciarmos de Deus.
Jesus não veio para julgar o mundo e para condenar
ninguém. O objetivo, a proposta de Jesus está nos Evangelhos. Ele veio, acima
de tudo, para reabilitar, veio para resgatar a ovelha perdida, a ovelha
desgarrada. Aquela que estava à margem da sociedade. Veio trazer luz, veio para
ser um divisor de águas, um marco referencial na história. Ele é a razão de
toda a nossa esperança e aqueles que o negam, negam a própria salvação.
Nós temos um Deus que já se revelou, já mostrou o
certo e o errado, então persistir no erro é decretar a nossa própria
condenação. Jesus é a luz! Quem faz coisas ruins não gosta de ver isso à luz da
verdade. Por isso, quem caminha no mal, quem é mentiroso e desonesto, quem
busca o pecado, não quer a luz. Prefere as trevas, às sombras, prefere fazer as
coisas na surdina, às escondidas. Jesus nos pede que caminhemos de forma
transparente, que nossas ações não deponham contra nós, que a nossa forma de
agir seja de acordo com a luz.
Sempre insisto em falar da misericórdia, mas não
podemos esquecer que essa primeira consciência nos é importante hoje, porque
estamos mergulhados no mundo. Estamos sob uma lei, sob uma constituição.
Estamos sob o peso de uma justiça humana, mas nós não somos deste mundo. A
nossa pátria final é junto de Deus, então nossa alma anseia por esta volta a
Deus.
Estamos no mundo, mas não somos do mundo, por isso
Jesus intercede ao Pai: “Não te
peço para tirá-los do mundo, mas para guardá-los do Maligno” (Jo 17,15). Veja
o que diz Nosso Senhor: “Pai proteja
meus discípulos, proteja o meu rebanho do Maligno. Proteja de tudo aquilo que é
força do mal e para que eles recebam esta graça diz ao final ‘eu me ofereço em
favor deles’” (cf. Jo 17,12-19). Gente, que coisa linda! Que gesto de
amor! “Eu me ofereço Pai, eu me
consagro por eles. Guarde-os do Maligno”.
Deus nos dá forças para lutar e nos livra do mal.
Como escreve Joseph Ratzinger, Papa Emérito Bento XVI, em seu livro Jesus de
Nazaré: “A este respeito diz São
Cipriano: Quando dizemos “livrai-nos do mal”, então nada mais resta para pedir.
Quando nós alcançamos a proteção pedida contra o mal, então estamos seguros e
protegidos contra tudo o que o demônio e o mundo possam realizar. Que medo
poderia vir do mundo para aqueles cujo protetor no mundo é Deus”? Esta certeza
deu suporte aos mártires e permitiu-lhes estarem alegres e confiantes num mundo
cheio de ameaças e eles mesmos “salvos” no mais profundo de si, libertados para
a verdadeira liberdade”.
Quando nos colocamos na presença de Deus, vencemos
e mantemos viva a esperança de um dia saciar Nele a nossa alma,
definitivamente!


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