A certeza do Céu vence a dor
Publicado
em 03/11/26
A maioria das
pessoas, mesmo os cristãos, passam a vida lutando para “construir o céu na
terra”. É um grande engano.
Avida da graça é o gérmen da vida
eterna em Deus.
O
grão de trigo precisa aceitar morrer na terra úmida das provações desta vida
para renascer para a glória.
Santa
Bernadete, depois das visões de Nossa Senhora em Lourdes, dizia: “O Céu! O Céu!
Trabalhemos pelo Céu! Soframos pelo Céu! O resto nada vale! Nossa Senhora é tão
bela que depois que a vimos uma vez, custa suportar a vida até de novo a rever
no Céu.”
Há
muitas moradas no Céu, disse Jesus, mas há um único caminho para chegar lá, o
da santa cruz; ela nos faz desiludir das criaturas e se apegar somente a Deus.
Enquanto não chegarmos a isto não estaremos aptos para o Céu.
Santa
Teresinha dizia que “o tempo passa como um sonho, mas Deus já nos vê na glória
e se regozija com a nossa eterna felicidade. Compreendo porque Ele nos deixa
sofrer” (Carta à Celina).
A
esperança do Céu nos dá forças para vencer as lutas da vida e carregar a cruz
até o fim.
Santa
Teresinha repetia muitas vezes: “Tenho sede do Céu, dessa mansão bem
aventurada, onde se amará Jesus sem restrição! Mas para lá chegar é preciso
sofrer e chorar.”
A
figura deste mundo passa rápido, disse o profeta Isaías (Is 64,4).
A
maioria das pessoas, mesmo os cristãos, passam a vida lutando para “construir o
céu na terra”. É um grande engano. Jamais construiremos o céu na terra; jamais
a felicidade será perfeita neste vale que o pecado transformou num vale de
lágrimas.
Enquanto
não decidirmos buscar o céu, acima de tudo, abrindo mão das consolações
efêmeras dessa vida terrena, não deixaremos de sofrer as contrariedades desta
vida.
Por
mais distante que esta meta possa parecer estar de nós, no entanto, não devemos
nem desanimar e nem desesperar; mas, tão somente, buscá-la a cada dia, com a
graça de Deus e com perseverança.
É
tarefa para a vida inteira, é para isso que Deus nos dá uma longa vida e muitos
meios de santificação. É preciso ter a esperança de Santo Agostinho que dizia
consigo mesmo: “se muitos o conseguiram, eu também conseguirei”.

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