Como os cães aliviam os sintomas de estresse e depressão.
Publicado
em 19/10/2026
A relação com os humanos definiu a forma como a espécie evoluiu.
Como
diz o ditado, o cão é o melhor amigo do homem. Os dados coletados durante a
pandemia do novo coronavírus reforçam essa máxima.
Centros
de controle de animais em diversas cidades brasileiras relatam aumentos
significativos na adoção de cães. Por exemplo, o Distrito Federal registrou
mais que o dobro de adoções entre janeiro e setembro de 2020 em comparação com
todo o ano de 2019.
Acariciar
um cachorro reduz os sintomas de ansiedade e depressão durante períodos de
isolamento, o que pode ser comprovado pela ciência.
A
interação com cães, entre outros animais, proporciona uma redução nos níveis de
cortisol (uma substância associada ao estresse); também aumenta a liberação de
neurotransmissores que regulam nosso bem-estar, como oxitocina, dopamina,
endorfinas e norepinefrina, que também são ativados na esfera social, na
interação com outras pessoas.
Estudos
indicaram inclusive que acariciar um cachorro aumenta os níveis de
imunoglobulina A, um anticorpo com efeito anti-inflamatório que ajuda a
combater a depressão.
Empatia
e socialização
Essa
relação de troca entre as duas espécies começou entre 20 e 40 mil anos atrás,
com a aproximação de lobos famintos em busca de restos de comida.
Essa
aliança, que garantiu a sobrevivência da espécie, também foi responsável pela
evolução do cão há cerca de 11.000 anos, assim como, segundo a teoria da
evolução, nós evoluímos do macaco.
Essa
evolução conferiu aos caninos características que facilitaram sua interação com
os humanos, como o instinto de pastoreio, a capacidade de se comunicar por meio
do contato visual e a dependência humana. Tanto que a espécie acompanhou o
movimento dos humanos pela terra na pré-história.
A
evolução do lobo para o cão é resultado da mutação de três genes associados à
empatia e à socialização.
Um
desses genes, o GTF2I, assim como nos humanos, está relacionado à produção de
oxitocina, um neurotransmissor responsável pelo desenvolvimento da nossa
sociabilidade. Isso desencadeia uma sensação de segurança física e emocional,
proporcionando bem-estar nas relações afetivas com familiares e amigos.
E, claro, com os cães, que em tempos difíceis provam ser ainda mais companheiros e indispensáveis do que nunca.

Edição Espanhol

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