Entre as trevas e a luz: O silêncio onde o bem cresce
Publicado
em 16/08/25

Entre o mal e o bem.
A predisposição e a escolha. Um artigo que nos ajuda a esclarecer, escolher e
discernir.
O
mal finca raízes mais rápido dentro de nós.
Já
nascemos com uma predisposição para permitir isso. Mas você é livre — você
sempre é livre — para escolher o que vai fazer com aquilo que fizeram com você.
O que vai fazer com o mal que você vê, sente e sofre.
O
bem acontece primeiro em uma disposição silenciosa de não permitir que o mal
envenene a sua alma, nem que essa raiz se fixe em você.
Há
dias em que é realmente difícil acreditar que o mal não é tão poderoso — por
causa do que você enxerga em seu próprio coração, por causa das misérias que
testemunha diante dos seus olhos, por causa daquilo que você está concretamente
vendo. Então, você se questiona:
“Como
é que eu vou ter esperança se, diante dos meus olhos, não é isso que eu vejo?”
O
mal, com todo o barulho que faz, sabe que tem um limite e que tem um fim.
O
bem não precisa de estardalhaço, nem de uma presença alegórica para ser
reconhecido. Enquanto tudo está silencioso e você não está enxergando, há sim
um bem crescendo.
Algo
está sempre acontecendo, mesmo que não estejamos vendo.
A
prova de que o bem existe é que, por mais que alguém sofra em vida, quando
falece, a memória das pessoas que a amam — ou das que apenas a conheceram — é
bombardeada pela bondade que essa pessoa manifestou, ainda que imperfeita.
Enquanto
isso, aquela pessoa má, que foi ruim, deixa atos destrutivos e malignos que não
brilham, não iluminam o caminho daqueles que ficam.
Heroico,
poderoso de verdade, é o bem. Não há heroísmo no mal. E, por mais assombroso e
ameaçador que ele pareça, o mal não vence no final. Ele sabe disso.
Não tenha medo de fazer o que
precisa ser feito. Nem ache que é só uma minoria, que é só um “pouquinho” que
não faz diferença nessa escuridão toda.
Não
acredite nisso.
Porque,
quando tudo está escuro, o mínimo traço de luz já dissipa as trevas.
Não
pense que o bem passa despercebido. E não tenha medo de pagar o preço que é
cobrado por ser bom diante das trevas e da maldade.
No
fim, é sempre o bem que permanece — silencioso, firme, enraizado em quem
escolheu não deixar o mal vencer por dentro.
Gostou do artigo? Então clique aqui e siga a psicóloga católica Talita rodrigues no Instagram.

Edição Inglês
Comentários
Postar um comentário