O Papa tem como meta o ano de 2033 para todos os cristãos.
01/07/26
Um convite a "todas as denominações
cristãs do mundo, redescobrindo o dom e o chamado para serem testemunhas do
Ressuscitado".
É tradição que uma delegação de cristãos ortodoxos
visite Roma na festa de seus padroeiros, Pedro e Paulo. O Papa Leão XIII discursou para a
delegação deste ano, compartilhando com eles suas lembranças do encontro na
festa do padroeiro ortodoxo, Santo André. Naquela ocasião, o evento do ano
passado marcou o aniversário do Credo Niceno.
Esta celebração ofereceu um testemunho eloquente da
comunhão que já existe entre aqueles que partilham a fé em Deus, Pai de todos,
e que creem em Jesus Cristo, Senhor e Filho de Deus, e no Espírito Santo, que
nos inspira e nos conduz à plenitude da verdade e da unidade. Esse evento
comemorativo deixou claro que o Credo Niceno deve ser o fundamento e o
princípio orientador desta caminhada ecumênica, oferecendo o modelo da
verdadeira unidade na legítima diversidade: Unidade na Trindade, Trindade na
Unidade (cf. Carta Apostólica In Unitate Fidei , 12).
Já naquela época, o Papa Leão XIII falou sobre a
próxima celebração dos 2.000 anos da Ressurreição, tradicionalmente considerada
como tendo ocorrido no ano 33. Ele indicou que este aniversário pode ser uma
ocasião para todos os cristãos se reunirem.
Que a jornada rumo à celebração do segundo milênio
da Redenção, em 2033, seja empreendida em conjunto por todas as denominações
cristãs do mundo, redescobrindo o dom e o chamado para serem testemunhas do
Ressuscitado.
O Papa também destacou a importância da unidade
cristã para a sociedade, afirmando que "não é apenas a credibilidade da
mensagem cristã que está em jogo, mas o próprio futuro da humanidade".
Numa época marcada por guerras e crescente
polarização, bem como por divisões culturais e sociais, os cristãos —
reconciliados entre si e unidos na profissão da única fé — são chamados a ser
um sinal credível de paz, dando um contributo decisivo aos esforços de todos os
homens e mulheres de boa vontade para a construção da paz. Além disso, na
conjuntura atual, não é apenas a credibilidade da mensagem cristã que está em
jogo, mas o próprio futuro da humanidade. A necessidade de uma maior cooperação
entre os cristãos face aos desafios de hoje — que incluem a paz, a utilização
adequada das novas tecnologias e o cuidado com a criação — decorre do próprio
Evangelho de Jesus Cristo. De facto, a nossa responsabilidade pela vida e
dignidade de cada ser humano, a começar pelos mais jovens e mais necessitados,
é o critério que determinará o nosso destino presente e eterno (cf. Mt 25,31-46).

Edição Inglês

Comentários
Postar um comentário