Deus: a luz que nos impede de desistir

05/07/26
Um
testemunho impactante de fé e superação
Durante muito tempo, estive em uma caverna escura,
fria. Sempre era amedrontada pelos meus maiores monstros e me recusava a
acreditar que fora dali algo melhor me esperava.
Tinha medo de me machucar, medo de não ser aceita,
não conseguia acreditar que poderia fazer algo de útil, que era alguém
importante ou que qualquer pessoa poderia se importar comigo. Então corri para
o lugar mais afastado do que qualquer outro, achei que, longe de todos os meus
problemas, eu encontraria paz. Porém, quando entrei naquela caverna, os medos
se materializaram, e o que deixei para trás veio para me fazer companhia.
Fiquei presa, não conseguia achar a saída, andava
de um lado para o outro procurando uma porta, chorava, gritava, mas ninguém me
ouvia. Me sentia sufocada e, às vezes, não conseguia respirar. Sentia tanto
frio que pensava na hipótese de congelar, quase enlouqueci.
Depois de tanto lutar contra aquela caverna, eu
desisti; me entreguei àquele pesadelo convencida de que teria que passar o
resto da minha vida presa.
Em apenas mais um dia, enquanto chorava, uma
pequena luz se acendeu. Então, ouvi uma voz me chamando, mas tive medo, me
encolhi ainda mais. A voz continuou insistindo, percebi como era suave,
tranquilizante, doce e acolhedora, impossível de se resistir.
Aos poucos, fui tendo aquela vontade incontrolável
de a seguir. Comecei engatinhando, depois com muita dificuldade me coloquei de
pé e, aos tropeços, fui andando até aquela luz que se acendeu.
Quanto mais andava, mais a luz me cegava. Tive de
vontade de voltar, mas a voz continuava a me chamar, então respirei fundo e
continuei.
Durante alguns instantes, não consegui enxergar
nada, mas a medida que meus olhos iam se acostumando com a claridade, ia
percebendo como tudo era tão diferente, tão lindo, tão maravilhoso.
Sem saber o porquê comecei a chorar. Um choro com
uma sensação que há muito tempo não sentia, uma alegria tão grande que chorava
e sorria ao mesmo tempo. Então, uma paz me preencheu de forma inexplicável no
meio disso tudo, na mistura entre os sons dos meus soluços, meus risos e tudo o
que havia fora da caverna.
Ouvi a voz dizendo: “Filha, esse é apenas o começo
para tudo que tenho preparado para você, tenho o mundo para te entregar, mas
você se esconde e se recusa a me ouvir, cabe a você escolher onde quer morar.
Não posso dizer que tudo será flores, pois muitas vezes você terá que lidar com
os espinhos, mas eu estarei contigo e nunca se sentirá mais só.”
Desde então, nunca mais pensei em olhar para trás.
Por Talita Rodrigues

Edição Portuguese
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