Leão XIV explica por que não se deve modificar a
liturgia por iniciativa própria.
02/06/26
Durante a audiência geral, Leão XIV
falou sobre a liturgia como uma "força motriz da evangelização".
A liturgia sempre foi uma "força motriz da
evangelização" porque "está incorporada nas formas culturais de cada
época", declarou Leão
XIV durante a audiência geral de 27 de maio de 2026. Embora tenha defendido a
continuidade da renovação litúrgica iniciada no Concílio Vaticano II, reiterou
a impossibilidade de "alguém acrescentar, subtrair ou modificar qualquer
coisa em matéria litúrgica por iniciativa própria".
Por volta das 10h da manhã, o Papa chegou à Praça
de São Pedro no papamóvel, onde milhares de fiéis o aguardavam, preparados para
suportar o calor do verão para ouvi-lo falar. O pontífice prosseguiu sua série
de palestras sobre o Concílio Vaticano II (1962-1965)
e, em particular, sobre a leitura da constituição conciliar Sacrosanctum Concilium , que promulgou a reforma da
liturgia católica latina em 1963.
Inspirando-se nos ensinamentos do Concílio, mas
também no magistério de Pio XII, o Papa enfatizou que a Igreja Católica é um
"organismo vivo", chamado a crescer "inclusive em matéria de
sagrada liturgia". Ele destacou a profunda necessidade de renovar as
formas rituais que se fez sentir durante o Concílio, ao mesmo tempo que,
juntamente com Bento XVI, se manifestou contra uma "oposição desajeitada
entre tradição e progresso".
O Papa explicou como o Concílio distingue na
liturgia "uma parte imutável, de instituição divina", e "partes
sujeitas a mudanças" que evoluem ao longo do tempo. Ele lembrou que tais
mudanças "ocorreram constantemente ao longo dos séculos para permitir a
participação frutuosa dos fiéis", porque o culto "se materializou nas
formas culturais de cada época", mas também porque influenciou essas
formas.
A
reforma litúrgica não compromete a comunhão.
"A liturgia tem sido, durante séculos, uma
força motriz da evangelização", afirmou Leão XIV. Ele exortou à renovação
"dessa energia na continuidade da autêntica e viva tradição
católica", com o objetivo central de "conduzir os fiéis à plenitude
da verdade".
O Papa também enfatizou que essa evolução deve
ocorrer naturalmente para não perturbar os fiéis. Reiterou que o Concílio
desaconselhou a adição, remoção ou modificação de qualquer coisa em matéria
litúrgica por iniciativa própria. O progresso litúrgico, insistiu, "de
modo algum compromete a comunhão eclesial", mas antes "busca
confirmá-la e fortalecê-la".
O Papa exortou os sacerdotes e todos aqueles que
preparam as celebrações litúrgicas a "manterem sempre este respeito pelos
textos e disposições da liturgia". Isto, explicou ele, é uma "atitude
interior de abertura e confiança em Deus", mas também uma "fidelidade
constante à comunhão eclesial".

Edição Espanhol

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