Estilo de vida

Como apoiar seu filho em seu processo terapêutico 

09/06/26

Se você acha que chegou a hora de seu filho começar a terapia — ou se ele já está fazendo — e está se perguntando como apoiá-lo, uma especialista compartilha seus conselhos com a Aleteia.

A saúde mental das crianças deve ser sempre uma prioridade, por isso é essencial estar atento a qualquer situação ou sinal comportamental que indique a necessidade de terapia. Um especialista em terapia infantil explica quando é o momento certo para levar seu filho a um psicólogo e como apoiá-lo.

Primeiramente, é importante entender que a terapia infantil é um tipo de intervenção psicológica na qual as crianças podem obter maior bem-estar emocional e social, além de ser um meio de melhorar seu comportamento.

Crianças e terapia

A psicóloga infantil Sonia Rivera explicou aos pais, leitores da Aleteia, quando é necessário levar uma criança à terapia: 

"O segredo é observar as mudanças. O principal indicador é quando notamos alterações no comportamento ou nas emoções deles que permanecem constantes por vários dias."

Além disso, ela explicou quais são os sinais em três áreas importantes da vida da criança:

Em casa: mudanças drásticas na rotina (como resistência a dormir sozinho ou dificuldade em acompanhar o ritmo do dia), isolamento, apego excessivo que não demonstravam anteriormente ou uma intensidade incomum de emoções como tristeza ou irritabilidade.

Na escola: queda no desempenho acadêmico ou em relatos de comportamento inadequado.

Os professores são nossos maiores aliados, observa o especialista, já que suas observações em sala de aula são uma bússola inestimável que não devemos ignorar.

Diante das transições da vida: mudança de residência, perdas, luto ou alterações na dinâmica familiar.

O que os pais podem fazer?

Muitas crianças passam a acreditar que ir a um psicólogo significa que "fizeram algo errado". Por isso, é importante ter cuidado na forma como apresentamos a terapia. Para isso, Sonia explicou alguns pontos que os pais podem colocar em prática desde o primeiro dia de terapia. 

1Diga a verdade

É muito comum que os pais, por medo ou por não saberem como abordar o assunto, digam aos filhos que eles vão ver um "médico" ou um "professor". No entanto, o ideal é dar-lhes o contexto correto desde o início. 

Podemos explicar-lhes naturalmente que irão consultar um psicólogo: um profissional cujo trabalho é ajudá-los a compreender as suas emoções, a sentirem-se melhor e a encontrar soluções para as suas dificuldades. A honestidade constrói a confiança.

2Entendendo que o trabalho em equipe

As sessões de terapia têm duração de apenas uma hora por semana; a verdadeira mudança acontece em casa. Para que o processo seja bem-sucedido, precisamos da participação ativa dos pais: que façam todas as perguntas sem medo de julgamentos, que falem abertamente sobre a dinâmica familiar e, sobretudo, que coloquem em prática os ajustes e ferramentas propostos nas sessões.

3Não questione seu filho após a terapia.

Embora a especialista tenha explicado que é completamente normal os pais terem dúvidas sobre a atividade que o filho realizou, ela recomenda não questioná-los, já que o espaço terapêutico deve ser um lugar seguro para a criança. 

Os pais podem demonstrar interesse, sem pressionar, com perguntas como: 

"Como você se sentiu hoje com seu psicólogo?"

"Houve algo de que você gostou particularmente na sessão de hoje?"

"Se você quiser me contar o que eles fizeram, estou aqui para ouvir."

4Ir à terapia em família

Nesses casos, Sonia recomenda que os pais ou irmãos também participem das sessões de terapia para fortalecer os laços familiares como ferramenta de cura. Quando a família está aberta, ela age como "um motor que acelera e sustenta a mudança". Ela também compartilhou que, quando a família se une para apoiar a pessoa, o processo flui com mais facilidade e eficácia. 

A terapia pode se tornar um espaço de esperança e crescimento não apenas para a criança, mas também para toda a família. 

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