A estratégia desta mãe para encontrar a alegria de viver
02/06/26
Uma
escritora e mãe de cinco filhos compartilha dicas preciosas para que as mães
"renasçam do alto" quando a vida cotidiana parecer monótona ou
estressante.
Que mãe já não experimentou a sensação de cansaço
diante de um cotidiano que lhe parece repetitivo? Quem nunca se sentiu
sobrecarregada ou perdida uma vez ou outra? Quem não passou por períodos
de deserto durante os quais a fé se torna morna?
Longe de julgar ou culpar as pessoas, a escritora e
mãe Claire de Féligonde dá alguns conselhos para as mães redescobrirem a
alegria de viver e se aproximarem de Jesus. Ou melhor: redescobrir a
alegria de viver APROXIMANDO-SE de Jesus. Porque tudo está
conectado! Uma fé viva suaviza a vida cotidiana, dá sentido a ela.
A proposta revolucionária da mãe de família é viver
em 3D: uma vida doada, desapegada e direita.
1Vida doada
Viver uma vida doada é ofertar a vida a
Jesus. “Oferece o que viveste, o que vais viver, os teus compromissos, as
tarefas que te esperam, os teus projetos, os teus momentos a dois e em família,
as tuas dúvidas, as tuas tentações e até os teus pecados", diz Claire de
Féligonde. E, para isso, basta dizer em voz alta ou no fundo de si: “Jesus,
eu te dou a minha vida!"
Podemos oferecer tudo a Deus simplesmente através
das palavras. É por isso que Claire de Féligonde nos convida a dizer, pelo
menos duas vezes por dia: “Meu Deus, dou-te tudo, e particularmente isto ou
aquilo”. Doar é, antes de tudo, dizer que se doa.
2Vida desapegada
Mas por que levar uma vida desapegada? Porque,
segundo um monge cartuxo citado pela mãe de família, “viver a vida plena é
viver de forma desapegada”. O objetivo é, portanto, desapegar-se de si
mesmo, das próprias emoções, dos próprios medos, dos próprios modos de agir,
para deixar Deus agir em nós. Para isso, à maneira de Santa Teresa de
Ávila, trata-se de descer ao seu castelo interior onde reina o
silêncio. Um lugar longe das tentações e perturbações do mundo exterior.
"Sinto-me desapontada, triste, zangada, cheia
de sentimentos negativos mais ou menos justos? Entrego estas dificuldades
a Deus e, depois, desprendo-me delas e refugio-me internamente na sala do
tesouro, nesta parte inexpugnável do meu ser, onde deve reinar o silêncio e a
calma?", instiga Claire de Féligonde.
E ela sugere: "Desço ao fundo do meu coração,
fico ali um pouco e repito esta oração para mim mesmo: 'Jesus
Salvador'". A ideia é manter uma parte de si constantemente escondida
e calma, no silêncio, com Jesus, numa certa indiferença para com o mundo, e
concentrar-se na certeza de que o essencial é Jesus, que habita em si.
3Vida direita
Terceiro e último passo do processo: esforce-se
para levar uma vida direita, justa, reta. Esse passo vem por último
porque, segundo Claire de Féligonde, “é impossível levar uma vida que vai
diretamente para Cristo se não for imediatamente entregue a Cristo e se não me
desapegar dela regularmente para vivê-la com Deus”.
Mas uma vida que vai direto a Cristo não é
fácil. Fraquezas, tentações e desânimos se acumulam. Para a mãe de
família, o essencial consiste na realidade em desejar uma vida justa. “É
muito mais fácil fazer o que você quer fazer, não é? Então peça a Deus
para fazer você amar e desejar o que ele quer, o que é santo, o que é
certo. 'Jesus, faça-me querer uma vida justa, uma vida santa, uma vida
contigo'", finaliza.

Edição Portuguese

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