De Roma

Angelus: Apesar das traições, o Evangelho é uma “palavra viva”, diz Leão XIV.

14/06/26

Durante a oração do Angelus, ele enfatizou a natureza gratuita da misericórdia de Deus, um dom que Deus concede à humanidade e que é a origem da missão evangelizadora da Igreja.

“Pode-se seguir Jesus e traí-lo, mas […] o Evangelho continua sendo para todos uma palavra viva e verdadeira”, declarou o Papa Leão XIV durante a oração do Angelus no Vaticano, em 14 de junho de 2026. Ele enfatizou a natureza gratuita da misericórdia de Deus, um dom que Deus concede à humanidade e que é a origem da missão evangelizadora da Igreja.

Apesar do calor intenso que assolou a capital italiana em junho, milhares de fiéis de todo o mundo reuniram-se na Praça de São Pedro para ouvir a meditação do Papa e rezar o tradicional Ângelus com ele. Quando apareceu ao meio-dia na janela do Palácio Apostólico, foi recebido com aplausos entusiasmados.

Em sua breve reflexão, o Papa comentou a leitura do Evangelho do dia, na qual Jesus, movido pela compaixão pelo desespero que afligia o povo da Palestina naquela época, decide enviar seus doze discípulos em missão, pedindo-lhes que proclamassem que "o Reino dos Céus está próximo". Ontem, como hoje, Jesus, enfatizou Leão XIV, "vê a opressão e a violência esmagadoras que nos privam de toda força", mas também "as feridas da guerra e o vazio do consumismo", e os "rostos congelados como máscaras de famílias esmagadas pelo mal e jovens seduzidos por falsos ideais".

“Jesus vê e ama, ama e sofre por nós, conosco”, afirmou o Papa, explicando que essa proximidade fraterna é também sinal de uma “vontade de redenção”. Por isso, explicou, Cristo decide enviar seus discípulos, cujos sucessores, segundo a tradição católica, são os bispos. O propósito de sua missão? “Levar caridade onde reina a miséria, esperança onde reina a aflição, fé onde reina a desconfiança.”

O mais belo nome da misericórdia de Deus

“Entre eles estão Simão, chamado Pedro, o primeiro, e também Judas Iscariotes, o último, para nos lembrar que se pode seguir Jesus e traí-lo, mas que o Evangelho permanece para todos como uma palavra viva e verdadeira”, recordou Leão XIV. Ele enfatizou como a boa nova da proximidade do Reino de Deus, que os apóstolos foram proclamar, permaneceu “eternamente jovem, fresca e libertadora” ao longo dos séculos. “Quando este Evangelho é proclamado e posto em prática, o mal desmorona como uma doença que chegou ao fim”, afirmou também.

Jesus pede aos apóstolos que deem generosamente, assim como eles próprios receberam gratuitamente dele. Este dom “é totalmente gratuito, pois o seu valor ultrapassa toda medida: é impossível conquistá-lo ou comprá-lo”, enfatizou o Papa. Esta graça, continuou ele, leva “o belo nome da misericórdia de Deus” e estabelece “o dom gratuito da missão evangelizadora”.

Assim, Jesus convida a Igreja a “continuar a missão dos apóstolos”, afirmou Leão XIV. Essa missão, concluiu ele, é “o perdão ao mundo, o serviço aos mais necessitados e pobres e o compromisso com a justiça”.

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