10 argumentos pelos quais sabemos que Cristo ressuscitou dos mortos
08/04/26
Na Páscoa, não celebramos um mito ou um
grande símbolo: nós celebramos um evento histórico
Neste domingo foi Domingo de Páscoa, o dia em que
celebramos a Ressurreição do Senhor.
É importante entender o que a Igreja afirma. O
psicólogo canadense Jordan Peterson, famoso no YouTube, tem comentado a
simbologia da ressurreição como um grande princípio libertador. Por outro lado,
ele considera que a questão da ascensão de Jesus dos mortos seria algo
"obscuro e complicado."
Ele está errado. A questão é simples: houve um
ponto na história em que Jesus Cristo estava morto e, em seguida, um ponto em
que ele estava vivo novamente?
Sobre essa questão, a evidência é muito forte: Sim.
Jesus literalmente ressuscitou dos mortos.
1.
O argumento da fraqueza de Cristo
É importante observar o modo como a história é
contada no Novo Testamento. Não se trata de um "mito da
ressurreição", como a história da Fênix, tal como céticos como Peterson
apontam.
Jesus não é apresentado como uma figura mítica
todo-poderosa que triunfa sobre os inimigos. Ele parece, na verdade,
fragilizado. "Pai, se for possível, afasta de mim este cálice", diz
ele. "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?", gritou.
Depois da crucificação, não foi a figura heróica de
Jesus que brilhou entre seus seguidores, mas a fraqueza. Os Apóstolos só
voltaram porque algo realmente extraordinário aconteceu: o líder derrotado
deles ressuscitara dos mortos.
2.
O argumento da fraqueza dos Apóstolos
Se os apóstolos estavam inventando uma religião,
eles não o fizeram da maneira como a maioria dos fundadores de novas religiões
fazem. Eles não pareciam grandiosos, nem dignos de respeito. Eles mais pareciam
vítimas de um desastre.
Longe de nos mostrar uma comunidade tomada por uma
exaltação mística, os Evangelhos nos apresentam discípulos desmoralizados
(parecendo tristes) e assustados, diz o Catecismo. Eles não tinham acreditado
nas santas mulheres que voltaram do sepulcro. 'Quando Jesus se manifestou aos
onze na tarde de Páscoa, ele censurou-lhes sua incredulidade e dureza de
coração.
Se eles estavam fundando uma religião, eles estavam
fazendo algo errado, pois estavam justamente dando às pessoas razões para não
acreditar neles.
3.
A transformação de Saulo
Além dos Doze, temos o caso de São Paulo. Ele
passou de perseguidor zeloso a pregador zeloso depois de ver Cristo vivo. Esta
transformação extraordinária - de alguém escandalizado com a mensagem cristã
transformando-se em seu principal líder - só faz sentido tendo Cristo
ressuscitado.
Paulo retorna à sua história pessoal sobre a
ressurreição mais de uma vez, e até mesmo quando está sendo julgado. Isso
alimenta sua fé; faz toda a diferença para ele. Ele até diz: Se Cristo não
ressuscitou, a nossa pregação é vã e vã é nossa fé (1 Coríntios 15, 14).
Ele apostou tudo na ressurreição e nos convidou a
fazer o mesmo.
4.
Nenhum debate na Igreja Primitiva
A Igreja Primitiva debateu muitos tópicos, até
mesmo a natureza da ressurreição, mas não o fato da ressurreição em si. Isso é
um fato.
No relato de João, quando ele e Pedro entraram na
tumba vazia, veem ali os lençóis do sepultamento, e o lenço que cobria a cabeça
enrolado num lugar separado. Para João, essa visão demonstra que Jesus não fora
levado embora, não tinha ressurgido como Lázaro. Algo novo acontecera. Diz o
Evangelho: ele viu e acreditou.
5.
A fé dos mártires
Os cristãos, desde os primeiros dias da Igreja até
os nossos dias, estão dispostos a morrer por sua convicção de que Cristo
ressuscitou dos mortos. Para eles, a ressurreição não é um sonho doce ao qual
eles se entregam, mas uma dura realidade pela qual sofrem e morrem.
Ele foi verdadeiramente ressuscitado dentre os
mortos, seu Pai o erguendo, assim como da mesma maneira seu Pai levantará
aqueles que acreditarem nele por meio de Jesus Cristo, disse o mártir Inácio.
Ele foi dilacerado por leões no ano 108 por acreditar nisso.
Aquele que o ressuscitou dentre os mortos também
nos levantará, se fizermos a sua vontade, e andarmos em seus mandamentos, e
amarmos o que ele amou, escreveu o mártir Policarpo. Ele foi queimado na
fogueira em 155 por suas crenças.
6.
Os diferentes relatos
Os escritores dos evangelhos incluíam diferentes
detalhes e materiais de diferentes fontes - todos os quais mencionam o fato da
ressurreição. Temos a história de Emaús, Tomé provando que Jesus ainda tinha
feridas, a história de Maria Madalena e muito mais. Essas histórias atestam o
mesmo fato da ressurreição.
Os céticos da Bíblia apontam as discrepâncias entre
os vários relatos, enquanto os defensores da Bíblia mostram como eles podem
coexistir.
O ponto mais importante é muitas vezes esquecido: a
experiência de pessoas diferentes sobre o mesmo evento, não um esforço
consciente de um grupo para inventar algo.
7.
As testemunhas oculares
Em sua carta aos Coríntios, que muitos estudiosos
datam de cerca de 53 d.C., São Paulo falou de como Cristo apareceu, vivo, a 500
pessoas de uma só vez. Se não fosse verdade, seria impossível fazer essa
afirmação tão logo após o ocorrido.
Quando Paulo fala sobre a ressurreição outras
vezes, há dois fatos que são importantes para ele: que o túmulo estava vazio e
que Jesus apareceu para muitos. Ambos são argumentos convincentes pois, caso
fossem falsos, seria fácil para o público desacreditar.
8.
Relatos históricos não cristãos
Há, na verdade, um pouco de evidência sobre a
existência de Jesus em fontes tão antigas como Tácito, Plínio o Jovem, Josefo,
o Talmud Babilônico e o grego Luciano de Samosata. Todos eles mencionam vários
aspectos da vida de Jesus.
Josefo, historiador judeu, escreveu uma história no
ano 93 que menciona que Jesus foi crucificado e apareceu vivo depois para seus
seguidores. Embora o texto seja questionado por alguns estudiosos, existem
várias versões que retêm o fato essencial de Jesus morrer e, de alguma forma,
ressurgir vivo.
Tácito também menciona Jesus, citando sua
crucificação como tendo se provado incapaz de deter a "superstição"
do cristianismo. O ponto assinalado por Tácito é importante. Afinal, por
que a crucificação de Jesus não acabaria com seu movimento religioso? Porque
Ele ressuscitou dos mortos.
9.
Jesus não morreu novamente
As evidências não só confirmam a ressurreição de
Jesus, mas também confirmam sua alegação final, que Ele é divino.
Outros retornaram da morte breve em nosso próprio
tempo e da morte mais longa nas histórias do Novo Testamento. A ressurreição de
Cristo é essencialmente diferente, diz o Catecismo. Em seu corpo ressurgido,
Ele passa do estado de morte para outra vida além do tempo e do espaço. Na
ressurreição de Jesus, seu corpo está cheio do poder do Espírito Santo: ele
compartilha a vida divina em seu estado glorioso, pelo que São Paulo pode dizer
que Cristo é "o homem celeste".
Jesus ressuscitou para nunca mais morrer.
10.
O surgimento de uma religião histórica
O cristianismo se espalhou e cresceu apesar da
perseguição, não por causa do poder ou da personalidade dos Apóstolos ou das
regalias da fé - os Apóstolos eram fracos e havia penalidades, não regalias -
mas por causa da experiência da ressurreição dos primeiros cristãos.
O fato histórico da ressurreição de Cristo, em seu
corpo glorificado, é o alicerce de toda dimensão da fé católica.
Algumas considerações:
·
Como poderíamos cada um de nós encontrar Jesus,
embora não estivéssemos vivos quando ele andava pelas ruas da Palestina? Porque
Ele ressuscitou dos mortos e vive hoje.
·
Como podemos ter nossos pecados perdoados na
confissão? Porque depois da ressurreição Ele soprou sobre os Apóstolos e
deu-lhes o poder de perdoar os pecados.
·
Por que temos esperança no Céu? Porque Jesus
ressuscitou e o abriu para nós.
Na Páscoa não celebramos um mito ou um grande
símbolo. Celebramos o evento histórico que é a base de toda a nossa esperança,
alegria e felicidade.
Jesus Cristo ressuscitou verdadeiramente. Nossa fé
não é em vão.

Edição Portuguese

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