Nigéria: Mortes em ataques a locais de culto. Mas há também um vislumbre de esperança.
18/04/25
Na Nigéria, a Semana Santa e o período da Páscoa foram mais uma vez
marcados por violência, medo e sangue.
Ataques
durante cultos religiosos
Um dos incidentes mais chocantes ocorreu no estado
de Kaduna. Homens armados invadiram duas igrejas – uma católica e outra
evangélica – durante as celebrações da Páscoa. Os fiéis, reunidos para orar,
foram atacados sem aviso prévio. Pelo menos algumas pessoas foram
mortas e muitos outros foram sequestrados.
Testemunhas relatam que os atacantes agiram de
forma coordenada: cercaram os templos e abriram fogo contra a multidão reunida.
O número trágico de mortos ainda está sendo apurado, e o caos de informações é
agravado por problemas de comunicação na região, o que dificultou a resposta
rápida das equipes de resgate.
Uma
onda de violência em todo o país
Os ataques da Páscoa não foram um incidente
isolado. Uma série de ataques coordenados ocorreu em várias partes da Nigéria,
incluindo os estados de Benue, Borno e Katsina, deixando pelo menos uma dúzia
de mortos, incluindo policiais.
A situação foi particularmente dramática no estado
de Benue, onde grupos armados invadiram aldeias, matando moradores e forçando
muitos a fugir. A violência também afetou a região de Plateau, com pelo
menos 27 pessoas mortas em um ataque contra civis na cidade de Jos, no Domingo
de Ramos.
Embora nem sempre seja possível identificar
claramente os autores, as autoridades frequentemente associam essas ações a
grupos islamistas como o Boko Haram ou o chamado Estado Islâmico da Província
da África Ocidental. Em outros casos, são citadas gangues armadas ou milícias
étnicas.
Os
cristãos são particularmente vulneráveis.
Os ataques a igrejas durante os principais feriados
litúrgicos não são acidentais. Na Nigéria, as comunidades cristãs têm sido um
dos principais alvos de violência há anos, especialmente nas regiões norte e
central.
Os bispos católicos do país vêm alertando há tempos
para uma crescente crise de segurança. Eles apontam não apenas para as
atividades de grupos armados, mas também para problemas mais profundos:
corrupção, tensões étnicas e falta de proteção efetiva para os civis.
Reféns
sobreviventes
Em meio a esses eventos dramáticos, porém, surgiu
uma réstia de esperança. Os militares nigerianos anunciaram a
libertação de 31 pessoas sequestradas em um ataque a uma igreja no estado de
Kaduna.
Graças à rápida intervenção militar, um confronto
eclodiu entre os atacantes e os reféns, que foram forçados a fugir e abandonar
seus reféns. Embora a operação não tenha evitado todas as vítimas, o resgate de
dezenas de pessoas é um sinal para a comunidade local de que ela não está
sozinha.
Fonte:
infovaticana.com, misyjne.pl, wita.pl, tvrepublika.pl

Edição Inglês

Comentários
Postar um comentário