Igreja

O Papa Leão XIII conversa com dois líderes em guerra: os presidentes de Israel e da Ucrânia.

04/04/26

Na Sexta-feira Santa, em memória da morte de Cristo por toda a humanidade, o chefe da Igreja Católica manteve conversas telefônicas com Isaac Herzog e Volodymyr Zelensky.

Na véspera da Páscoa, Leão XIV conversou por telefone com dois chefes de Estado de regiões em guerra: o presidente israelense Isaac Herzog e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, informou a Sala de Imprensa da Santa Sé em 3 de abril de 2026. Por meio de seus presidentes, o Papa desejou a esses países "uma paz justa e duradoura".

Na Sexta-feira Santa, que comemora a morte de Jesus Cristo para os católicos, o chefe da Igreja Católica conversou por telefone com Isaac Herzog, trocando cumprimentos de Páscoa. Os católicos de rito latino celebram a Páscoa em 5 de abril, e os judeus celebram a Páscoa judaica (Pessach) este ano de 1º a 9 de abril.

A Santa Sé declarou que, durante a conversa, "foi reiterada a necessidade de reabrir todos os canais possíveis de diálogo diplomático, a fim de pôr fim ao grave conflito em curso, com vistas a alcançar uma paz justa e duradoura em todo o Oriente Médio".

"A conversa também se concentrou na importância de proteger a população civil e promover o respeito pelo direito internacional e humanitário", informou a Santa Sé.

Numa  longa declaração publicada no X, Herzog observou que havia discutido a guerra com o Irã com o Papa, destacando "a ameaça contínua de ataques com mísseis por parte do regime iraniano e seus grupos terroristas contra pessoas de todas as religiões na região", bem como "a situação no Líbano".

Não houve menção ao incidente ocorrido no Domingo de Ramos em Jerusalém, onde o Cardeal Pierbattista Pizzaballa foi impedido de entrar na Igreja do Santo Sepulcro. O Cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin reuniu-se posteriormente com o embaixador israelense junto à Santa Sé para solicitar "esclarecimentos", e Isaac Herzog expressou oficialmente seu pesar ao Patriarca Latino de Jerusalém.

Esta foi a segunda conversa telefônica oficial entre o Papa e o presidente israelense, após uma ligação em 17 de dezembro. Na ocasião, Leão XIV reafirmou a firme condenação da Igreja a todas as formas de antissemitismo, referindo-se ao ataque terrorista em Sydney, onde um homem e seu filho mataram 15 pessoas durante um feriado judaico. O Papa também abordou a situação israelo-palestina naquele momento.

Três meses antes, em 4 de setembro, o Papa havia recebido o presidente israelense no Vaticano. Durante a audiência, o Pontífice abordou a situação em Gaza, reiterando a defesa de longa data da Santa Sé por uma solução de dois Estados, como a única saída para o conflito constante na região.

Desde então, a situação deteriorou-se significativamente.

Conversa com Volodymyr Zelensky

O Papa Leão XIV também conversou por telefone com Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia. Durante a ligação, "o Santo Padre transmitiu seus melhores votos para as festas da Páscoa e reafirmou sua proximidade com o povo ucraniano".

Santa Sé acrescentou :

Em seguida, discutiram a situação humanitária, enfatizando a urgência de garantir que a ajuda necessária chegue às pessoas afetadas pelo conflito. Também foram mencionados os esforços para promover iniciativas humanitárias, especialmente no que diz respeito à libertação de prisioneiros.

Por fim, expressou-se novamente a esperança de que, com o empenho e a cooperação da comunidade internacional, as hostilidades possam cessar o mais rapidamente possível e que se possa alcançar uma paz justa e duradoura.

Leão XIV e Volodymyr Zelensky já se encontraram três vezes. O presidente compareceu pela primeira vez à missa de posse do pontífice em 18 de maio; nessa ocasião, pôde conversar com ele em particular.

No dia 9 de julho, o Papa o recebeu em sua residência em Castel Gandolfo, onde passava as férias. Nessa data, ele enfatizou a disposição da Santa Sé em acolher representantes da Rússia e da Ucrânia para negociações, além de defender a libertação dos prisioneiros e a busca por soluções comuns.

O pontífice também recebeu novamente o presidente ucraniano em 9 de dezembro, novamente em Castel Gandolfo, e pediu a implementação de iniciativas diplomáticas em prol da paz.

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