O Papa Leão XIV exorta os
estudantes a buscarem a verdade com humildade.
22/04/26
Ao inaugurar um novo campus
universitário que leva seu nome na Guiné Equatorial, o Papa exortou os
estudantes a abraçarem a fé e a razão na busca da verdade.
Em meio a uma atmosfera jovem e vibrante, o Papa Leão XIV ajudou a inaugurar um novo campus da
Universidade Nacional da Guiné Equatorial, que leva seu nome, na terça-feira,
21 de abril. No primeiro dia de sua visita ao país, o
Papa proferiu uma reflexão sobre a
busca da verdade. Ele explicou que a verdade não é "possuída como um
troféu, mas acolhida, buscada com humildade e servida com
responsabilidade".
Após sua visita matinal ao palácio presidencial, o
Papa dirigiu-se à maior universidade da Guiné Equatorial. Multidões jubilantes,
agitando bandeiras sobre seus bonés laranja, o saudaram, acompanhadas de
discursos apaixonados dos representantes da instituição. No início de seu
discurso em espanhol, o Pontífice elogiou o novo centro acadêmico como um
"ato de confiança nos seres humanos" que continua "apostando na
formação de novas gerações".
O 267º Papa ofereceu seus conselhos sobre como a
"busca pela verdade permanece verdadeiramente humana". A verdade,
explicou ele, "não é fabricada, não é manipulada nem possuída como um
troféu". Em vez disso, deve ser "acolhida, buscada com humildade e
servida com responsabilidade".
Uma
base de inteligência e retidão.
Ele exortou as instituições de ensino superior a
evitarem "perder o contato com as circunstâncias históricas" em que
estão inseridas. Além de fornecer as ferramentas para o sucesso profissional,
as universidades devem oferecer às novas gerações um "propósito na vida,
critérios de discernimento e motivações para servir" aos outros.
O Papa Leão XIV observou que uma universidade se
mede mais pela sua capacidade de “oferecer os frutos da inteligência e da
retidão, da competência e da sabedoria, da excelência e do serviço”, do que
pelo “número de graduados ou pela expansão da sua infraestrutura”. Ele também
as encorajou a promover “o progresso enraizado na solidariedade”.
A
fé purifica o conhecimento da autossuficiência.
O Pontífice usou uma árvore como metáfora para a
missão da universidade. Ele ofereceu uma interpretação da história do Gênesis,
onde Deus proíbe o homem e a mulher de comerem do fruto da "árvore do
conhecimento do bem e do mal". Ele assegurou aos alunos que esse texto não
é "uma condenação do conhecimento em si, como se a fé temesse a
inteligência ou olhasse com suspeita para o desejo de conhecimento".
O Papa então destacou a tentação de buscar "conhecimento
separado da verdade e da bondade". Essa busca não deve se tornar "uma
afirmação orgulhosa de autossuficiência, abrindo caminho para a confusão, que
pode eventualmente se tornar desumana". Em vez disso, deve permanecer
"o caminho para a sabedoria", explicou ele.
Para o Papa, o cristianismo apresenta "uma
verdade revelada, Jesus Cristo, que longe de impor a sua própria vontade,
oferece-se por amor". Esta verdade "precede os seres humanos,
desafia-os e chama-os a sair de si mesmos", afirmou. Esclareceu que Cristo
não é "uma fuga religiosa face aos esforços intelectuais, como se a fé
começasse onde a razão terminasse".
A fé, acrescentou ele, "longe de se isolar dessa busca, purifica-a da autossuficiência e a abre para uma plenitude à qual a razão se esforça, mesmo que não possa abraçá-la completamente".

Edição Ingles

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