O Papa teve um encontro não programado com religiosos camaroneses.
18/04/26
Cerca de 250 congregações religiosas
estão ativas em Camarões. O Papa Leão XIII exortou os representantes a
colocarem em prática as palavras de sua visita.
“ O Papa chegou, o Papa está partindo, mas vocês têm as suas palavras”: O Papa Leão XIV convocou os mais de 4.000 religiosos católicos em Camarões a agirem, reunindo-se com representantes de suas congregações religiosas no final do dia 17 de abril de 2026. Este encontro foi adicionado à sua agenda de última hora.
Após participar de um encontro com estudantes da
Universidade Católica da África Central, o Papa recebeu nove pessoas
representando mais de 250 congregações religiosas atuantes em Camarões, informou a
Santa Sé em um comunicado. Elas falaram sobre seu compromisso
em aliviar o sofrimento da população, destacou o comunicado, citando a situação
dos jovens, dos deslocados internos e das “vítimas de violência e tráfico
humano”.
Ao se preparar para deixar o país no sábado, após
uma última missa pública, o Papa exortou esses missionários a se envolverem
para garantir que suas mensagens sejam colocadas em prática.
Ao longo destes dias, o Sucessor de Pedro pregou a
paz e a unidade, mas também a honestidade e a integridade, denunciando
repetidamente a corrupção e os abusos, bem como as superstições. Incentivou
ainda os esforços para impedir a emigração das gerações mais jovens.
“A vida consagrada é parte essencial da vida da
Igreja!”, disse o pontífice aos religiosos esta noite. Ele próprio membro da
Ordem de Santo Agostinho, reconheceu que “a vida consagrada exige coragem e,
por vezes, um certo radicalismo na escolha de proclamar sem medo o que Jesus
nos ensina no Evangelho”. Pediu-lhes que fossem “discípulos que se dedicam aos
problemas mais complexos, às periferias mais remotas, aos mais
humildes entre nós, aos prisioneiros e àqueles que
mais precisam de esperança e do amor de Deus”.
Durante essa troca de experiências, Leão XIV os
exortou a “reconhecer e […] promover os diversos carismas das congregações
presentes em cada diocese”, acrescenta a nota. Os religiosos confidenciaram ao
Pontífice a sua “necessidade de maior colaboração com os bispos e padres
diocesanos”.
O Papa também pediu que se desse atenção especial à formação dos candidatos, que, em sua opinião, deve prepará-los “para abraçar uma vida de sacrifício, doação e serviço em comunidade”. Por fim, incentivou a reflexão sobre certos desafios, “como a convivência entre pessoas de diferentes religiões e a pastoral da juventude”.

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