Oração é quietude: deixemos a cura entrar em nós
13/04/26
A dedicação à quietude na oração promove
nosso crescimento na fé, na esperança e no amor.
A quietude interior é o testemunho de uma pessoa
que vive pela fé e que sabe que é amada. Ficar quieto é habitar nesse
amor. A dedicação à 13quietude na oração promove nosso crescimento na fé,
na esperança e no amor.
Nossa capacidade de nos voltarmos para Deus em
amorosa quietude é um dom que “vem diretamente do coração mais profundo do
próprio Deus”, diz o místico dominicano John Tauler. A quietude aumenta
nosso conhecimento de Deus na fé. Diz ele:
"Na obscuridade divina a alma entra, para ali
estar unida a Deus numa quietude divina. E agora todo o sentido do que é
agradável ou desagradável na vida está completamente perdido, e o conhecimento
que a alma tem de Deus é tão elevado que parece que não era conhecimento, mas
apenas uma união perfeita."
Não é nenhuma surpresa que alcançar esta quietude
exija ascese – o trabalho sagrado da autodisciplina. Pe. Tauler
aconselha que os fiéis:
"Devem comportar-se de maneira muito virtuosa,
nunca reclamar, nunca buscar conforto exterior - muito diferente daqueles que
fizeram pouco progresso na virtude, que conhecem pouco de Deus em suas almas
interiores. As pessoas realmente boas fogem de toda a multiplicidade da
existência humana externa, estão sempre removendo os obstáculos à virtude,
oferecem tudo a Deus e, por esse modo de vida, são levadas à Santíssima
Trindade."
Um desafio que vale o esforço!
A quietude também molda a forma como encaramos o
futuro, encorajando as nossas expectativas com santa esperança. Como
Pe. Gerald Vann, OP, reflete:
"Se nos recusássemos a viver na superfície da
vida, se nos libertássemos, a qualquer custo, do ritmo frenético da vida
moderna e nos ensinássemos a ficar quietos, a orar, então, nessa quietude
orante, começaríamos a ser consciente dos horizontes distantes que dão sentido
a este mundo. E assim começaríamos a fazer o trabalho de cada dia em Deus, com
Deus e para Deus; e sua companhia vitalizaria nossas vontades e nos libertaria
de nossa preguiça."
E através da nossa quietude experimentamos o amor
de Deus num grau nunca antes sentido. Nas palavras do Pe. Alfred
Delp:
"Quando tudo falha, lembramo-nos de Deus e
apelamos por ajuda. E na quietude deste contato sagrado a ajuda certamente
virá. Mais cedo ou mais tarde, nossos esforços infrutíferos para escapar de
nossas complicações deverão cessar; devemos perceber sua futilidade. Devemos
ficar quietos o suficiente para perceber a onipresença de Deus, para sentir sua
mão reconfortante e abrir nossos corações por dentro, silenciosamente, deixando
sua cura acontecer. Então, as águas correrão sobre o solo árido e as coisas começarão
a crescer novamente. Se ao menos ficarmos quietos.... Deus permite muitas
feridas – mas também existem milagres."

Edição Portuguese

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