Espiritualidade

Por que é apropriado que a leitura da Paixão seja realmente longa?

28/03/26

A leitura da Paixão no Domingo de Ramos e na Sexta-feira Santa são as mais longas do ano — e para muitos de nós, as mais difíceis de suportar.

Na América moderna, tudo é "rápido". Comemos fast food, usamos internet de alta velocidade e até recebemos encomendas e compras de supermercado em poucas horas.

Sempre que algo é "lento" (de acordo com os nossos padrões), ficamos tentados a nos irritar e reclamar. Simplesmente não temos "tempo" para algo que seja lento e demorado, consumindo preciosos segundos do nosso dia.

Nossa curta capacidade de atenção geralmente fica evidente no Domingo de Ramos e na Sexta-feira Santa, quando a Igreja prescreve uma longa leitura da Paixão que pode durar entre 10 e 20 minutos, dependendo da versão utilizada e do ritmo dos leitores.

É tentador ficar frustrado com a duração da leitura — especialmente se o padre não nos convidou a sentar no início! — e desejar um "atalho" para que possamos sair da missa sem perder nosso próximo compromisso "urgente".

No entanto, é apropriado que a leitura da Paixão seja longa, pois nos força a entrar (mesmo que minimamente) no sofrimento de Jesus.

Sem dor sem ganho

O próprio Jesus não buscou atalhos nos últimos dias de sua vida. Ele poderia facilmente ter evitado a cruz e ido direto para a glória do Domingo de Páscoa.

Em vez disso, Jesus suportou horas e horas de dor excruciante que nenhum de nós consegue realmente compreender. Cada segundo de dor foi oferecido por você e por mim, e não havia opção de "acesso rápido" para Jesus terminar tudo logo.

Ao participarmos das celebrações do Domingo de Ramos ou da Sexta-feira Santa, precisamos desacelerar e nos conectar com os sentimentos desconfortáveis ​​que estamos vivenciando. Ao fazermos isso, podemos unir nossa dor e sofrimento a Jesus na cruz e reconhecer nosso papel na dor de Jesus.

Somos nós que gritamos: "Crucifica-o!", e é a nossa mão que está cravando os pregos nos pés de Jesus.

Se formos tentados a reclamar da duração da leitura da Paixão, tentemos compreender a dor que Jesus sentiu e perceber que os 10 minutos que suportamos não são nada comparados ao que Ele sofreu pela nossa salvação.

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