João Paulo II acreditava que estávamos numa
encruzilhada tecnológica.
20/03/26
Ao observar a rapidez com que a
tecnologia estava progredindo perto do fim de sua vida, o pontífice polonês nos
alertou que temos uma escolha importante a fazer.
Nos últimos 30 anos, a tecnologia tem se
desenvolvido a um ritmo sem precedentes. Nunca antes a humanidade testemunhou
avanços tecnológicos tão expressivos em tão pouco tempo.
Por exemplo, a locomotiva foi inventada no início
do século XIX e levou um século até que o automóvel saísse da linha de
montagem. Antes disso, a tecnologia normalmente não avançava por centenas de
anos, dando tempo para os humanos se adaptarem e avaliarem as novas armas e
ferramentas que eram desenvolvidas.
Nos últimos anos, a tecnologia cresceu
exponencialmente mais rápido, especialmente com o desenvolvimento da
inteligência artificial (IA) e sua utilização quase instantânea por todas as
principais empresas de tecnologia em questão de semanas.
Às vezes pode ser um pouco avassalador e, embora
São João Paulo II tenha falecido há mais de 20 anos, ele foi capaz de perceber
com sabedoria as consequências de um crescimento tão rápido.
Encruzilhada
tecnológica
Curiosamente, ele mencionou a tecnologia durante o
Jubileu dos Bispos em 2000, numa cerimônia em que fez um Ato Público de Confiança do
próximo milênio a Maria, Mãe de Deus, Rainha da Paz. A confiança foi
depositada em 8 de outubro, um dia após a festa de Nossa Senhora do Rosário.
Durante a Cerimônia de Entrega, ele menciona o
poder que a tecnologia proporcionou à humanidade e como esse poder precisa ser
usado da maneira correta:
A humanidade agora dispõe de instrumentos
de poder sem precedentes:
podemos transformar este mundo num jardim
ou reduzi-lo a um monte de escombros.
Desenvolvemos a capacidade assombrosa
de intervir nas próprias fontes da vida:
o homem pode usar esse poder para o bem, dentro dos limites da lei moral,
ou pode sucumbir ao orgulho míope
de uma ciência que não aceita limites,
mas que atropela o respeito devido a todo ser humano.
São João Paulo II testemunhou a destruição que
uma bomba nuclear poderia infligir ao mundo e foi para ele um
exemplo primordial do uso da ciência e da tecnologia sem qualquer
discernimento.
No mundo atual, a humanidade enfrenta a seguinte
questão ao ponderar sobre o uso da IA: empresas e potências mundiais podem usar
a IA para o bem de todos, mas, ao mesmo tempo, podem não impor limites a
ela, causando a destruição de tudo o que conhecemos.
São João Paulo II comentou ainda que estamos numa
encruzilhada crucial, voltando-nos para Maria neste momento da história:
Hoje, como nunca antes,
a humanidade se encontra numa encruzilhada.
E, mais uma vez, ó Virgem Santíssima,
a salvação reside plena e exclusivamente em Jesus, vosso Filho.
É importante que todos nós paremos para refletir e
avaliar onde estamos, a fim de fazermos boas escolhas sobre o uso da
tecnologia.
A tecnologia nos dá muito poder na palma de nossas
mãos. São João Paulo II nos encoraja a discernir nossas intenções e a não
simplesmente deixar a tecnologia continuar a progredir sem limites.
Independentemente do que fizermos, precisamos
escolher o futuro "jardim" e não o "escombro".

Edição Inglês

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