Espiritualidade

O sofrimento a levou à fé. Do budismo a Jesus.

15/03/26

Durante anos, ela conviveu com dores que tornavam até as atividades diárias mais simples difíceis. Hoje, ela fala dessa experiência com gratidão, pois foi isso que a levou a descobrir a fé em Jesus Cristo.

Anos de doença

Os problemas de saúde de Sachini Dilshani Weerakoon, do Sri Lanka, começaram na adolescência. Bolhas dolorosas surgiam regularmente em suas pernas. Os médicos diagnosticaram uma doença autoimune que a fazia desenvolver até 30 bolhas abertas simultaneamente. 

As lesões frequentemente se rompiam, transformando-se em feridas sangrentas. A dor era tão intensa que a jovem tinha dificuldade para dormir, trabalhar ou viajar. Além do sofrimento físico, ela sofria de fortes dores de cabeça. Essa condição reaparecia quase mensalmente por cerca de oito anos.

Oração pela cura

Sachini cresceu em uma família budista na vila de Ashokapura, a cerca de 225 quilômetros ao norte de Colombo, capital do Sri Lanka. A vila é predominantemente budista, mas também abriga dezenas de famílias católicas.

Ela teve contato com cristãos desde a infância. Sua família tinha o costume de acender velas na igreja de São Judas Tadeu, que ficava perto, especialmente nos aniversários dos familiares. Era uma forma de pedir a bênção de Deus.

A vila é famosa pela coexistência pacífica de religiões – um templo budista está localizado perto da igreja católica, e os moradores participam juntos de festivais religiosos de diferentes tradições.

Há dois anos, Sachini casou-se com um católico, Pathum Lakshana Silva. A partir desse momento, suas orações diárias passaram a incorporar gestos característicos dos católicos, como acender uma lamparina de óleo diante das estátuas de Jesus e Maria.

Peregrinação

Enquanto lutava contra a doença, a jovem também visitou o famoso santuário mariano de Madhu, no Sri Lanka. Este local é frequentado tanto por católicos quanto por muitos budistas.

Ali ela orou pela intercessão da Mãe de Deus, pedindo a Jesus a cura.

Após retornar de sua peregrinação, algo inesperado aconteceu. Em maio de 2025, as bolhas pararam de aparecer.

“Acredito que Jesus curou completamente minhas pernas”, diz ela hoje com convicção. Desde então, a doença não voltou.

À fé

Essa experiência marcou o início de uma transformação espiritual para Sachini. Ela sentiu o desejo de ser batizada e se juntar à Igreja Católica.

Ela entrou em contato com o pároco local, que a convidou a frequentar regularmente a missa dominical e a participar de catequese para se preparar para os sacramentos. Sua catequista enfatiza que a jovem encara seus estudos de fé com grande empenho.

“Ele estuda muito e quer aprofundar sua vida espiritual”, diz ele. 

O que a família diz sobre isso?

Curiosamente, a decisão de Sachini foi recebida com compreensão até mesmo por sua família budista. Sua sogra, que ensina estudos budistas em um templo local, acolheu a escolha da jovem com respeito.

Para os moradores da vila, este é mais um exemplo da harmonia religiosa que caracteriza sua comunidade há anos.

Sachini está se preparando para um dos momentos mais importantes de sua vida. Na véspera da Páscoa, dia 4 de abril, ela será batizada na Igreja de São Judas Tadeu, em sua aldeia natal, e participará da Eucaristia pela primeira vez.

Ele não esconde sua alegria e emoção.

 "Eu acredito em Jesus", diz ela simplesmente. Hoje, ao entrar na igreja sem dor, seu passo firme parece confirmar o que ela considera um milagre: a cura da doença e uma nova vida na fé.

Fonte: www.heraldmalaysia.com , www.ucanews.com 

Edição Polônia

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