A depressão e o
(re)encontro com o sentido da vida
18/03/26
Se você está naquele momento em que a
gente só enxerga o mundo em uma escala de cinza, busque por sua alma perdida.
Vejo e percebo muitas pessoas vítimas da depressão.
Pode-se dizer que a depressão tem sido o mau do século XXI e que é
caracterizada como uma doença psiquiátrica crônica, que produz uma alteração de
humor marcada pela tristeza profunda, pela desesperança e pela falta de
sentido.
A depressão bate à porta de qualquer um, e comigo
não foi diferente.
Após o término doloroso de um noivado, me vi mais
uma vítima da tão temida depressão. Meus dias já não tinham mais cor, uma boa
notícia não alterava meu humor e o sentimento de desesperança e falta de prazer
se tornaram recorrentes. Meus dias se resumiam apenas em realizar as obrigações
e sentir uma profunda tristeza.
Eu não sentia alegria, não sentia paz, não sentia
amor e não sentia esperança. Perdi minha fé, logo, perdi o sentido de
viver.
Dentro da psicologia analítica, trabalhamos com a
“falta”, e ,como consequência, em como recuperar a nossa “alma” perdida em
algum momento de nossa história.
“Alma”, como já escrevi em outros textos, significa
tudo aquilo que nos torna completos, felizes e esperançosos. É a própria alma
que nos dá o sentido de viver.
A necessidade de buscar pela minha alma perdida foi
justamente o que me possibilitou saber sobre qual era o meu sentido de
viver. O deserto – referindo-me a um contexto católico – é o que faz com
que nos aproximemos de quem nós somos realmente. Foi no meu deserto, quando eu
não conseguia sentir absolutamente nada, que encontrei Deus e me dei conta que
só o Seu amor e Sua graça me bastavam. A partir de então, só então, fui feliz
novamente.
Se você também está passando por um deserto e
enxerga o mundo em uma escala de cinza, seja corajoso e busque por sua alma
perdida. Com sua coragem, no meio do caminho, tenho certeza de que
(re)encontrará o seu sentido de viver.

Edição Portuguese

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