Estilo de vida

O surpreendente benefício para o cérebro de ajudar a cuidar dos netos

05/02/26

Os avós que se mantêm presentes na vida dos avós podem estar a ganhar mais do que memórias preciosas.

Muitos avós adoram mimar seus netos — desde histórias para dormir até passeios agasalhados no parque. Mas, de acordo com um novo relatório, esse envolvimento carinhoso pode trazer benefícios mais profundos do que apenas boas lembranças.

Um estudo relatado por Tony Dokoupil para a CBS News sugere que avós que ajudam ativamente a cuidar de seus netos tendem a ter melhor desempenho em testes de memória e linguagem, além de apresentarem um declínio cognitivo mais lento ao longo do tempo, em comparação com aqueles que não participam ativamente. Portanto, o simples fato de se manter envolvido na vida de uma criança, segundo a pesquisa da Associação Americana de Psicologia , pode ajudar a manter as mentes dos idosos mais responsivas e resilientes.

A ideia ressoa com famílias de todas as gerações — e com avós como a mãe de Dokoupil, Gail. Aliás, quando o repórter, pai de quatro filhos, ligou para a própria mãe para compartilhar a notícia, a reação dela capturou a alegria (e talvez a surpresa) de muitos avós: para ela, passar tempo com os netos lhe dá "um senso de propósito", com o bônus adicional de que eles a "energizam".

E, no entanto, eis o que a ciência pode estar confirmando: o riso, as brincadeiras, as conversas sobre a lição de casa, super-heróis e suco derramado — esses momentos cotidianos podem fazer muito mais do que trazer alegria. Eles também podem estar aguçando a mente, fortalecendo a recuperação da memória e mantendo o cérebro ágil.

Mente, coração e família entrelaçados

De uma perspectiva de fé, isso não é apenas um incentivo psicológico. Parece refletir algo que muitas famílias sabem intuitivamente: que a presença importa. Quando os avós permanecem próximos ao ritmo da vida familiar — oferecendo orações, abraços, sabedoria e continuidade — eles estão alimentando algo que vai além do emocional ou do relacional. Eles estão se engajando em ritmos de atenção que mantêm a mente ativa e o coração jovem.

Na tradição espiritual católica, as gerações mais velhas são frequentemente vistas como guardiãs da memória — não apenas da memória pessoal, mas também da memória espiritual. Elas lembram às gerações mais jovens de suas origens, de quem são e do que perdura além da correria do dia a dia. Transmitindo orações antes de dormir ou recontando histórias de batismos e primeiras comunhões, os avós ajudam a moldar tanto o futuro quanto o presente — e talvez, como sugere este estudo, também contribuam para preservar sua própria vitalidade cognitiva nesse processo.

A sabedoria é relacional.

As descobertas trazem uma perspectiva otimista não apenas para os idosos, mas também para as famílias que desejam manter laços fortes entre gerações. O estudo não sugere que todo avô ou avó precise se tornar um cuidador em tempo integral. O que ele destaca é o poder do envolvimento relacional — a alegria de compartilhar histórias, jogos, refeições e conversas. Essas pequenas interações repetidas podem estar exercitando o cérebro de maneiras que os resultados de testes, por si só, não conseguem captar completamente.

O estudo também está alinhado com pesquisas mais amplas sobre saúde mental e envelhecimento. Conexão social, propósito e atividades significativas — especialmente quando envolvem crianças — são fatores associados a um maior bem-estar geral. Nesse sentido, o envolvimento dos avós se torna tanto um presente que eles dão quanto um presente que eles recebem.

Então, se você encontrar uma avó contando a história de um santo querido para seus netos, ou um avô cantarolando a melodia de uma canção de Natal enquanto amarra os sapatinhos dos netinhos, anime-se. Há muito mais acontecendo ali do que se vê à primeira vista. Em salas de estar, quintais e jantares de domingo, as gerações não estão apenas criando laços — elas estão ajudando umas às outras a se manterem vivas, lúcidas e alegremente presentes.

E talvez essa seja mais uma razão pela qual ser avô ou avó pode parecer uma das vocações mais doces e gratificantes da vida — um papel que alimenta não só a alma, mas também, de maneiras surpreendentes, a mente.

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