Será esta a prova de que a Bíblia oferece melhores conselhos do que as redes sociais?
02/02/26
Ok, admitimos que isso não é nenhuma
surpresa, mas tínhamos que compartilhar nossa opinião!
Ultimamente , uma frase tem circulado nas redes
sociais e nos faz parar de rolar a tela: "O poder da língua é real". Ela
incentiva as pessoas a pararem de dizer coisas como " Estou cansado" , "Estou sem dinheiro" , "Estou deprimido " —
e, em vez disso, a falarem palavras de crescimento, gratidão e vitória.
À primeira vista, pode parecer um pouco
superficial. Um pouco como "manifeste a tua melhor vida". No
entanto, por trás das palavras da moda, esconde-se uma verdade que a
Igreja conhece há séculos: as palavras importam — não porque criam
magicamente a realidade, mas porque revelam e moldam a postura dos nossos
corações.
As Escrituras são claras sobre isso: “ A morte e a vida estão no
poder da língua ” (Provérbios
18:21). Não no sentido de que podemos negar o sofrimento renomeando-o, mas no
sentido de que aquilo em que repetidamente falamos se torna aquilo em que
refletimos, aquilo em que acreditamos e, em última análise, como vivemos.
Existe uma diferença sutil entre honestidade e
desesperança. Dizer " Estou
exausto(a )" pode ser verdadeiro. Repetir " Estou sempre exausto ( a)"
pode, aos poucos, se tornar um veredito sobre a sua vida. As palavras que
usamos podem tanto abrir uma porta para a graça quanto fechá-la
silenciosamente.
A fé católica nunca nos pediu para fingir que a dor
não existe. Afinal, os Salmos estão repletos de lamentos. O próprio Jesus
clamou em angústia. Mas o que a fé nos ensina é que nossas palavras devem nos guiar através do
sofrimento, não nos aprisionar nele.
Pense na linguagem dos santos. Eles não negavam as
dificuldades; na verdade, reconheciam-nas e as entregavam a Deus. "Sou fraco", sim, "mas a Sua graça me
basta". "Não entendo", sim, "mas confio". Suas
palavras não ignoravam a realidade; eles a interpretavam através da esperança.
Alinhando
sua fala com a verdade
É aqui que o mantra das redes sociais precisa de
uma pequena correção. Você não precisa parar de dizer " Estou cansado ", pois às
vezes você está . Mas
você poderia acrescentar: " E
Deus está me sustentando ". Você não precisa negar a luta, mas
pode escolher não coroá-la como rei.
Falar a vida, no sentido católico, não se trata de
exagero. Trata-se de alinhamento: alinhar sua fala com a verdade — verdades
mais profundas do que aquelas que parecem evidentes às vezes. Alinhar sua fala
com gratidão. Com a crença de que Deus está agindo mesmo quando você se sente
perdido.
Então, tente prestar atenção em como você fala de
si mesmo esta semana. Não para julgar, mas para observar. Suas palavras são
compassivas? São definitivas ou deixam espaço para a graça? Elas soam como as
de alguém que Deus admira ou como as de alguém de quem você já desistiu?
Às vezes, a frase mais cheia de fé não é "Eu estou vencendo". É
simplesmente: "Deus ainda
não terminou comigo". Junto com: "Estou convencido de que aquele que começou a boa obra em mim a
completará" (Filipenses 1:6).
E esse tipo de discurso — honesto, esperançoso,
fundamentado — realmente muda a maneira como você vive.

Edição Inglês

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