A pior coisa? Quando você não sabe nem mais como pedir ajuda
24/02/26
Jesus pronuncia a
palavra"Effathá" no Evangelho, que significa abrir-se, saindo de
todos os nossos fechamentos e isolamentos
Um dos sintomas do mal em nossa vida é justamente o
isolamento. Acima de tudo, o isolamento da realidade e dos outros. Nós nos
trancamos dentro de nossas cabeças, nossas ideias, e confundimos a realidade
com o que está apenas dentro da nossa cabeça.
O pior, então, é quando a gente não consegue mais
nem pedir ajuda, buscar ajuda para sair desse isolamento. O Evangelho de Marcos
7, 31-37 fala exatamente disso.
Depressão
A história desse surdo-mudo não é simplesmente
sobre a cura física de um homem, mas sobre o sinal que ela indica. Jesus reabre
os sentidos. Ou seja, reabre as formas de comunicação com a realidade. Isso nos
traz de volta à terra. Dá valor às coisas que existem e não às nossas
elucubrações mentais que são o primeiro combustível das nossas depressões.
No referido episódio do Evangelho, Jesus pronuncia
a palavra"Effathá", que significa abrir-se, saindo de todos os nossos
fechamentos e isolamentos.
Jesus, afastando-Se com ele da multidão, meteu-lhe
os dedos nos ouvidos e com saliva tocou-lhe a língua. Depois, erguendo os olhos
ao céu, suspirou e disse-lhe: «Effathá», que quer dizer «Abre-te».
Mc 7, 31-37
Dedos, saliva, língua, toque, são coisas de extrema
concretude. O contato concreto da vida é a ocasião que o Senhor muitas vezes
nos dá para curar. Não raciocinando, mas deixando-se “tocar” concretamente nas
coisas, é aí que também encontramos a cura.
Não basta reordenar ideias, às vezes precisamos de
um encontro/embate com a concretude da realidade.

Edição Portuguese

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