De Roma

“Justiça Superior”? Leão XIV explica como viver a verdadeira justiça.

16/02/26

O Papa Leão XIV advertiu: "Não basta não matar fisicamente uma pessoa se eu a matar com palavras, ou se eu não respeitar a sua dignidade", afirmou.

“A verdadeira justiça é o amor”, afirmou Leão XIV durante o Angelus que presidiu na Praça de São Pedro em 15 de fevereiro de 2026. Exortando os católicos a não se contentarem com a “justiça mínima”, mas a viverem o “grande amor”, ele alertou especialmente os casais contra as limitações da fidelidade formal, sem ternura ou uma visão compartilhada.

Ao introduzir a oração mariana, o Papa comentou o Evangelho deste domingo, no qual Jesus Cristo oferece um discurso sobre o significado da lei judaica. Ele observou que os preceitos não servem "para satisfazer uma necessidade religiosa externa de nos sentirmos bem diante de Deus, mas para nos conduzir a uma relação de amor com Ele e com nossos irmãos e irmãs".

O "objetivo final" da lei, continuou o Papa, "é precisamente o amor". Ele encorajou os fiéis reunidos sob suas janelas não apenas a observar os mandamentos à risca, mas a praticar "uma justiça superior".

"Justiça mínima não basta; é preciso muito amor", enfatizou ele.

Sublinhando a diferença entre a "justiça religiosa formal" e a justiça do Reino de Deus, Leão XIV deu exemplos:

"Não basta não matar fisicamente uma pessoa se eu a mato com palavras, ou se não respeito a sua dignidade", afirmou.

Da mesma forma, acrescentou, dirigindo-se aos casais, "não basta ser formalmente fiel ao cônjuge e não cometer adultério se essa relação carece de ternura mútua, escuta, respeito, cuidado mútuo e trabalho em equipe em um projeto compartilhado". A esses exemplos, "poderíamos acrescentar muitos outros", observou o papa peruano-americano.

Edição Espanhol

Comentários