“O amor que não faz barulho” manifesta a presença de Deus.
08/02/26
Durante o Ângelus, o Papa Leão XIV
explicou, inspirado por Jesus, que "misericórdia e paz" constituem
"dinâmicas de transformação e reconciliação".
Antes da oração do Angelus, em 8 de fevereiro de
2026, Quinto Domingo do Tempo Comum, o Papa Leão XIV falou com amor sobre a
importância de agir como Jesus, com misericórdia e paz. Da janela do Palácio
Apostólico, no Vaticano, diante dos milhares de fiéis reunidos na Praça de São
Pedro, o Papa comentou a leitura do Evangelho do dia, citando as palavras de
Jesus: "Vós sois o sal da terra. [...] Vós sois a luz do mundo" (Mt
5,13-14).
“A vida que resplandece em Jesus” permite destacar
“o novo sabor dos seus gestos e palavras”, observou Leão XIV. Seguindo a linha
do profeta Isaías, “Jesus parece advertir aqueles que o ouvem a não renunciarem
à alegria”, explicou o Papa. O sal que perdeu o seu sabor, disse ele, “para
nada mais presta senão para ser lançado fora e pisado pelos homens” ( Mt 5,13 ).
“Quantas pessoas — talvez isso também tenha
acontecido conosco — se sentem descartáveis, imperfeitas?”, observou Leão XIV.
“É como se sua luz tivesse sido escondida. No entanto, Jesus nos proclama um
Deus que jamais nos rejeitará, um Pai que preserva nosso nome, nossa
singularidade”, afirmou o pontífice. Ele enfatizou que “toda ferida, por mais
profunda que seja, cicatrizará ao acolhermos as palavras das Bem-aventuranças e
ao retornarmos ao caminho do Evangelho”.
“Gestos concretos de abertura ao outro e de
atenção” são “o que reacendem a alegria”, mesmo que “nos coloquem contra a
corrente”, observou ele. “O próprio Jesus foi tentado no deserto por outros
caminhos: afirmar sua identidade, exibi-la, ter o mundo a seus pés”, explicou o
Papa. Mas ele lembrou que Cristo “rejeitou os caminhos que o teriam feito
perder sua verdadeira essência, aquela que encontramos todos os domingos no pão
partido: uma vida entregue, um amor que não faz alarde”.

Edição Espanhol

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