Igreja: carismas diferentes, mas um mesmo espírito de ser "Cristão"
18/01/26
Uma oportunidade especial para refletir
de maneira generosa sobre a universalidade da Igreja Católica
O Papa Francisco se referiu aos carismas na Igreja
como “dons e graças especiais que o Espírito Santo distribui para a edificação
da Igreja”. E explicou como eles enriquecem a caridade, que está acima de tudo:
“Sem amor, os carismas são vãos. Com amor, até o menor dos nossos atos
repercute em benefício de todos”.
O Santo Padre insistiu em que os bens espirituais
que compartilhamos na Igreja estão ao serviço da comunhão e da missão e,
mediante a comunhão dos santos, cada um de nós é sinal e sacramento do amor de
Deus aos demais e ao mundo inteiro.
A vivência da “espiritualidade de comunhão”, já
proposta pelo Beato João Paulo II, aplicada à relação entre os velhos e os
novos carismas, e entre eles e as igrejas locais, não consiste em uma espécie
de fusão, no caso dos novos, perdendo cada um sua identidade e seu carisma; ou
de um controle excessivo da contribuição dos antigos carismas religiosos por
parte das estruturas diocesanas, freando sua vocação de missão de fronteira.
Testemunho de
comunhão
Ao contrário, trata-se de que todos se conheçam e
reconheçam a novidade de cada carisma com a mesma alegria com que se
experimenta a vivência da novidade do próprio; de dar um testemunho, diante da
Igreja e da humanidade, de unidade (que é todo o contrário à uniformidade), de
comunhão entre eles e de comunhão com toda a Igreja.
Este tempo se apresenta como uma esplêndida e
providencial ocasião para contemplar com generosidade a universalidade da
urgência evangelizadora, retomar o tesouro dos antigos, mas sempre novos
carismas que regaram a Igreja com tantas ordens religiosas, e confrontar isso
com a seiva dos novos carismas eclesiais, carismas que o Espírito Santo quis
dar principalmente aos leigos, para acelerar uma nova primavera para as nossas
Igrejas, para ser um povo evangelizado e evangelizador.
Talvez, se fôssemos um pouco menos fechados e
tornássemos nossa a riqueza do outro na comunhão da Igreja, e buscássemos o bem
da comunidade eclesial mais distante do mundo como se fosse a nossa; se
pudéssemos, por um instante, ver a Igreja e o mundo com o olhar universal do
Papa Francisco, e sentíssemos a paixão por amá-los como ele os ama, nossas
igrejas acordariam do sonho e do desânimo e, na missão, encontrariam a luz e a
vitalidade pelas quais anseiam.

Edição Portuguese

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