Rezar vale mesmo a pena?
15/01/26
Quem quiser ver sua vida transformada,
precisa ser uma pessoa de oração
Nosso sonho é crescer, amadurecer, ser melhores,
transformar a vida. O maior dos desafios humanos é “transfigurar” a vida,
assim como Jesus fez. Mas esta transformação não foi apenas resultado
ou expressão da sua condição divina, e sim, além disso, fruto do enorme poder
da oração que Ele incluiu em sua vida como elemento revolucionário da
sua existência.
Em outras palavras, as mudanças interiores da vida
não derivam somente da boa vontade ou do exercício contínuo das virtudes: as
verdadeiras transformações são obras do Artista do céu. A partir disso,
entendemos que a oração não serve para mudar Deus, e sim para
mudar nós mesmos. Ela não é um recurso de apelação a Deus, mas um jeito de
ser, de agir, de viver.
Quem quiser ver sua vida transformada, precisa ser
uma pessoa de oração. Se fizéssemos isso com a mesma intensidade com que
Jesus o fez, nossa vida seria diferente. Quem ora tem até o rosto diferente,
seu sorriso fica iluminado.
As ações e gestos de uma pessoa orante, seu olhar,
têm um poder transformador e começam a brilhar com uma luz que não lhes é
própria, mas procede de Jesus. Assim como a lua reflete a luz do sol, quem é
de Deus reflete sua alegria.
Mas quanto tempo precisamos dedicar à oração?
Não podemos nos contentar com um Pai-Nosso diário,
desses que rezamos apressadamente, porque temos outras coisas para fazer.
Assim, morreríamos de inanição espiritual. Da mesma forma como precisamos
manter um corpo com um mínimo de três refeições diárias, também é
importante orar com poder para manter a vida do espírito.
Na vida, as decisões mais importantes são tomadas
orando. Nosso rosto deve permanecer sempre frente a Deus por meio
da oração, que não é para benefício de Deus, porque Ele não se torna
maior nem menor com ela. A oração é para a transformação do
ser humano, pois o torna uma criatura nova.
Muitas coisas mudam quando oramos: nossa forma de
pensar, de agir, porque Deus se faz presente nela. O espírito do mal
foge da pessoa que ora, não resiste, odeia-o e escapa da sua presença.
Só dessa maneira podemos nos transfigurar e ser
criaturas novas. Mas não podemos fazer isso sozinhos, nem o conseguiremos. A
mentalidade que o mundo nos vende hoje é de que todos nós podemos fazer tudo
sozinhos, não precisamos de ninguém, temos poder e a mente consegue tudo o que
quiser. Esta é a grande mentira do mundo: fazer-nos sentir como super-homens,
quando somos apenas seres mortais: “Sem mim, não podeis fazer nada” (João 15).
Este interruptor da oração dá
luminosidade ao rosto. A pessoa acaba tendo o rosto que deu a si mesma pela sua
vida e por sua atitude diante dela. As ações modelam o rosto, pois este mostra
o que existe dentro do coração.
Um construtor do Reino não pode pretender mudar o
mundo nem sua própria vida sem recorrer à oração permanente, mas esta
não pode estar sujeita ao pêndulo dos estados emocionais, das variações de
humor, do “sentir vontade” ou do sentir-se bem. Quem submete sua fé ao vai e
vem das emoções jamais crescerá.
Não há nada que possa tirar nossa firme vontade
de orar, nem sequer a vergonha diante de Deus, pois o inimigo sempre
estará como leão que ruge, procurando alguém para devorar, e tentando fazer com
que nos sintamos inutilmente miseráveis e indignos do amor do Senhor.
Quem ora vence o maligno. Quem ora se transfigura.

Edição Portuguese

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