A fé que renasceu ou nasceu com a maternidade
14/12/25
Relato emocionante de uma mãe que
redescobriu a fé depois de saber que estava gerando um bebê PIG (Pequeno para a
Idade Gestacional)
Você tem fé? Sempre teve?
Pois preciso te contar que eu sempre tive… mas que
a minha renasceu com a maternidade!
Desde que me descobri grávida, rezava a Deus para
que, em primeiro lugar, me presenteasse com uma criança perfeita e saudável
porque era naquele momento que se iniciavam as novas descobertas, exames e
ultrassons.
Nos primeiros ultrassons e exames até a 12ª semana,
tudo ótimo e tudo normal; inclusive é na 12ª semana em que se descarta, ou não,
a vinda de uma criança sindrômica.
Pois bem, a partir de então, o próximo ultrassom
viria com 16 ou 20 semanas (a critério do médico) para medidas, sexo e
morfologia.
O meu veio na 16ª Semana com a descoberta do sexo:
UMA MENINA! Meu sonho de infância sendo realizado e, nesse caso, o do marido
também. Nada mais maravilhoso para coroar uma criança perfeita.
Porém, foi a partir dos seguintes que minha fé
aumentou! Porque quem crê, seja em Deus, Oxalá ou qualquer outro nome que seja
dado a algo que te eleve a um patamar de crença; acredita sem questionar… e eu,
infelizmente, ainda não era assim…
Fazia ultrassons a cada 4 semanas e sempre ouvia do
médico: ‘olha, está tudo bem, mas você
está gerando um bebê PIG’. Bebê PIG? Como assim? É claro, o primeiro médico do
ultrassom já me explicou que bebê PIG é aquele “Pequeno para Idade
Gestacional”, o que quer dizer para a mãe que seu bebê é menor do que deveria
ser e pesa menos do que deveria pesar.
E eu fazia o que diante disto? Chorava… da saída da
sala do médico até chegar na minha casa! E chorava ao lembrar e rezava e
chorava.
Nesse meio tempo até a 38ª. semana, minha
ginecologista, excelente médica e muito humana, sempre me dizia: ‘criança que
não cresce dentro vai crescer muito mais do lado de fora”.
Até que na noite das 37 semanas e 5 dias, o bebê
parou de mexer, nem um chute, silêncio total. Liguei para a médica que
imediatamente me pediu uma cardiotocografia – CTG – (é um método biofísico não
invasivo de avaliação do bem estar fetal. Consiste no registro gráfico da
frequência cardíaca fetal e das contrações uterinas) de urgência. Mas
espera, eu já tinha feito uma com 32 semanas e o resultado estava bom. Outra
agora?
Fui ao hospital realizar o tal exame. Feito!
Aparentemente tudo normal. Peguei o resultado e, curiosa, comparei com o
anterior: estava diferente! Apresentava umas quedas que não existiam no último.
Tirei duas fotos e encaminhei para a médica (Santa Tecnologia) seguida de uma
resposta virtual ressoante: venha ao meu consultório amanhã pela manhã, não se
preocupe.
Minhas orações, como de costume, começaram
conversando com minha filha e com Deus. Eu tinha fé que ele não me abandonaria.
No dia seguinte, no consultório, ela me diz que o
exame estava ok, porém apresentava
algumas quedas de respiração; indicativo de que o feto poderia estar começando
a sofrer e então, faríamos a cesárea no dia seguinte.
Naquela hora eu pensei: “Meu Deus me ajude e ajude
minha filha, pois nós já precisamos uma da outra. Não me abandone e eu não te
abandonarei!” Acreditei Nele e na minha médica e, no dia seguinte às 13 horas
estávamos lá, prontas para nos conhecer.
Minha menininha nasceu! Um pacotinho RUIVO (essa
foi a maior surpresa), com 2,385 kg e 43 cm, linda, perfeita e saudável.
Desde então, eu rezo em pé na beirada de seu berço
todas as noites pelo tempo que for necessário para a chegada do seu sono.
Minhas orações se fortaleceram e se fortalecem a cada dia. Eu acredito em um
Deus que me dá forças, me dá paz e me socorre. Eu confio sem questionar e
aceito os desafios que me são impostos.
Acredito que Deus nos dá a oportunidade de sermos
mães para aumentar a nossa fé em tudo. Mães são pessoas melhores. Eu me
considero uma pessoa muito melhor hoje: sou mais humana, mais paciente e estou
formando uma cidadã. Como não carregar muito mais amor por tudo?
E você, como anda a sua fé?
Por
Fernanda Paganini (professora e mãe da Maria Luiza), via Mamães da
Vida Real

Edição Portuguese

Comentários
Postar um comentário