4 coisas que você deve saber para dar aos filhos confiança em si mesmos
03/03/26
A confiança se constrói por meio dos
laços que se tecem com os outros e através das experiências vividas. Aqui estão
quatro coisas que você deve saber sobre como inspirar confiança em seus filho
A confiança é uma das competências da educação, mas
como é dada ou devolvida às crianças? Aqui você encontrará alguns elementos de
reflexão para ajudá-lo nesse sentido.
A confiança
entusiasma
Quantos pais e educadores acham que, para
entusiasmar uma criança, para estimulá-la, é preciso mostrar-lhe os seus
fracassos, castigá-la, repreendê-la … mas isso, a única coisa que consegue com
mais frequência são as catástrofes. Simplesmente, você tem que restaurar a
confiança em si mesmo: a criancinha que cai nos seus primeiros passos e que
recompensaremos com um alegre “bravo!”, “Você pode!”; o desajeitado que quebra
um prato e recebe um sorriso agradecido pelo serviço que pretendia prestar; as
dificuldades escolares cujas evoluções devem ser sempre destacadas …
A confiança é
contagiosa
Para que nossos filhos tenham confiança em si
mesmos, temos que começar por confiar em nós mesmos e, principalmente, em nossa
capacidade de ser bons pais. Quando comparamos quem queríamos ser com quem
realmente somos, nos sentimos inferiores a tudo. Todos nós sonhamos em ser pais
perfeitos mas os pais perfeitos não existem e nossos filhos não poderiam ter pais
melhores do que nós, porque o Senhor nos escolheu para ser! E embora Ele
conheça nossos limites e nossos pecados, Ele também conhece melhor do que
ninguém todos os talentos que temos e as graças que nos são dadas para cumprir
nossa missão como educadores cristãos.
A confiança é uma
atitude exigente
A confiança exige tanto de quem a dá como de quem a
desfruta dela. Mostrar confiança numa criança não é deixá-la agir de qualquer
maneira: “Faça o que quiser, eu lavo minhas mãos”. Pelo contrário, é para estabelecer
um pacto com ela: “Espero algo de você: sei que você é capaz de fazer isso e
pode contar comigo para ajudar-te”. Esta dupla certeza – posso fazer isso bem e
os meus pais estão ao meu lado – é um motor potente que permite à criança
progredir continuamente.
A confiança deve ser medida e progressiva. Desde o
seu nascimento, a criancinha precisa sentir que temos confiança nela, mas não
podemos dar a mesma confiança a um bebê de poucos meses que a um adolescente de
15 anos! Se nossa confiança não estiver adaptada às possibilidades reais da
criança, ela vai esmagá-la em vez de ajudá-la a crescer. Juliette de 12 anos de
idade, é muito capaz de ficar de olho em seus irmãos e irmãs mais novos;
entretanto, seus pais ainda não lhe confiam essa responsabilidade à noite,
porque sabem que ela tem um caráter ansioso.
Embora a confiança possa fazer maravilhas, o medo
da decepção pode levar à catástrofe: ser excessivamente confiante significa
exigir demais. Se colocamos muito alto o nível, nossos filhos se recusarão a
pular.
A confiança é dada e
devolvida
A confiança não é “tudo ou nada”. Para um filho que
mentiu seriamente para nós, somos tentados a dizer à ele: “Não confiamos mais
em você”. Deveria ser acrescentado: “Cabe a você reconquistar nossa confiança”.
O capital confiança não é como uma conta bancária, é inesgotável … ou deveria
ser!
Quando não podemos confiar numa criança em relação
a algum assunto (porque mente, porque é esquecida ou desajeitada, porque não
controla seus acessos de raiva, etc.), valorizemos as áreas em que podemos
contar com ela. Sempre há alguma, mesmo nas crianças mais difíceis ou nos
adolescentes mais rebeldes.
Vamos estabelecer um clima de confiança em torno de
nossos filhos. Eles precisam que confiemos neles, mas também naqueles ao seu redor,
aqueles que cuidam deles em algum âmbito: professores, catequistas, educadores,
avós, tios, amigos, etc.. É verdade que convém estar atentos e não confiar
nossos filhos a ninguém; é verdade que dar a nossa confiança – aos professores,
por exemplo – não consiste em colocar sobre eles toda a responsabilidade
educativa mas não passemos tudo pelo crivo da suspeita! A vigilância deve andar
de mãos dadas com a benevolência. Do contrário, são as crianças as primeiras a
sofrer com isso!
Deus tem confiança em nós: sabemos disso o
suficiente? Se Ele não nos capacitasse para fazer o melhor, não nos pediria. E
este “melhor” consiste, primeiro, em deixar-se amar por Ele,
incondicionalmente, tal como somos. Este “melhor” consiste em colocar toda a
nossa confiança Nele para tudo e para sempre.

Edição Portuguese

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