Como aprender com Maria a ter fé e confiar no Deus do impossível
21/02/26
Ela
não entendia os fatos que aconteciam na sua vida e na de seu filho, mas em
nenhum momento reclamava ou se revoltava.
A festa da Anunciação do Senhor nos apresenta
Maria, que sempre nos é um modelo de fé. Sobre isso disse Santo Agostinho:
“Mais bem-aventurada, pois, foi Maria em receber Cristo pela fé do que em
conceber a carne de Cristo. A consanguinidade materna, de nada teria servido a
Maria, se Ela não se tivesse sentido mais feliz em acolher Cristo no seu
Coração, que no seu seio”.
A Anunciação a Maria inaugura a “plenitude dos
tempos” (Gl 4,4), isto é, o cumprimento das promessas e dos preparativos
para a chegada do Messias. O Anjo a saúda: “Ave cheia de graça” (Lc
1,28). Na fé, Maria acolheu o anúncio, questionou, mas não duvidou, acreditou
que para Deus “nada é impossível” e deu seu consentimento: “Eis aqui a
serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. (Lc 1,26-38).
A cheia de graça, como disse o Arcanjo, buscou a
luz. E não pensemos que ela tinha clarividência. Ela não entendia os fatos que
aconteciam na sua vida e na de seu filho, mas em nenhum momento reclamava ou se
revoltava. Ao contrário, com paciência, “guardava tudo em seu coração”.
Maria e os momentos
de dificuldade
Essa expressão mostra que, enquanto humana, Maria
também teve momentos de obscuridade, onde não compreendia tudo. Mas diante do
que não compreendia, ela mergulhava em oração. Ela buscava esclarecer em Deus.
Ela buscava uma luz numa vida de escuta de Deus.
Maria foi a primeira anunciadora do Filho, ao
visitar sua prima Isabel, é portadora da alegria da boa-nova e da luz do
Espírito Santo. Foi pela fé que ela, ao dar à luz a Jesus, entre os animais em
um estábulo, acreditou que ele era o Filho de Deus. E, quando o viu maltratado,
crucificado acreditou que ele era o Salvador. Humilde e obediente, Maria se
sujeita à lei mosaica da purificação, embora o mistério da concepção e do parto
virginal a preserve de qualquer impureza e apresente no Templo, Aquele que é o
Filho de Deus, o próprio Deus (Lc 2,22-24).
Exemplo de fé e
confiança em Deus
Foi pela fé e confiança em Deus que se manteve
firme quando ouviu do velho Simeão a profecia, que mãe nenhuma suportaria ouvir
com resignação: “Eis que este menino vai ser causa de queda e elevação de
muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Quanto a você, uma espada
há de atravessar-lhe a alma. Assim serão revelados os pensamentos de muitos
corações” (Lc 3,34-35).
Foi a fé, confiança e esperança em Deus que a
motivou quando precisou fugir para o Egito com o Menino Jesus nos braços para
salvá-lo da morte pelo extermínio, que Herodes ordenou se fizesse aos
recém-nascidos (Mt 2,13-14).
No acontecimento do Calvário, aos pés da cruz, o
Evangelista João – que esteve ao seu lado – mostra a mãe, mulher forte, junto
do Filho, em pé, acolhendo o legado de mãe da humanidade, que Jesus deixou em
Suas palavras: “Filho, eis aí tua
mãe. Mãe, eis aí teu filho” (Jo 19,25-27).
Nesses tempos por vezes incertos, aprendamos com
Maria a ter fé em Deus e assim como Ela, confiar no Deus do impossível que tudo
pode.

Edição Portuguese

Comentários
Postar um comentário