A maturidade na fé: crer, esperar e amar
27/01/26
Entenda
por que precisamos do discernimento do que é fundamental para crescermos na
maturidade espiritual.
A maturidade de uma vida em Cristo é conseguir
viver, o quanto mais plenamente, as três virtudes teologais: fé, esperança e
caridade. Então, a maturidade na fé é crer, esperar e amar.
O ideal do cristão batizado é ser uma pessoa que
crê, que espera e que ama. O grande problema é que perdemos o referencial. A
impressão que temos é que não existe um modelo a ser seguido e, por isso, cada
um cria o seu próprio modelo. Jesus deve ser nosso referencial de vida.
Jesus é o homem maduro na fé, porque viveu na plenitude as virtudes teologais.
Ele é o homem que crê, que espera, e que ama.
O atributo do Pai é ser criador, do Filho é ser Redentor e do Espírito é ser santificador. E o atributo diabo é ser enganador. Foi assim com os primeiros pais no paraíso. O diabo fez parecer bom algo que era ruim. Fez com que Adão e Eva fossem enganados. A maior ação do inimigo entre nós é nos enganar, nos ludibriar, fazer parecer bom algo que é ruim. É nos enganar também na busca de Deus.
Maturidade
na fé e discernimento
Sabemos o que é o mal, o que é o pecado, mas o
vivemos porque nossa vontade está destruída, nossa força foi diminuída. O
inimigo nos pegou pela parte dos sentidos.
Então, precisamos do discernimento do que é
fundamental para quem quer crescer na maturidade espiritual.
São Paulo, na armadura de Deus, vai dizer que é a
espada do Espírito que vem pela Palavra. A espada corta, desmascara e tira a
falsa representação do mal. A espada do Espírito mostra e faz vir à tona a
verdade daquilo que realmente somos e não como diz Romanos 12, aquela ideia
falsa que criamos de nós mesmos.
O
pensamento
Um dos pontos para o discernimento é observar o
começo do pensamento, o meio do pensamento e o fim do pensamento.
Ou seja, temos que perceber se o princípio, o meio
e o fim de um pensamento, de uma obra e de uma intenção são puros. Isso nos
revelará se quem está nos movendo é o Espírito de Deus ou espírito mundano.
Mesmo na caridade, devemos ponderar o “porquê” de
nosso gesto. Senão, podemos ficar nus, dar toda a roupa para alguém, mas se for
por vaidade pessoal, para ser aplaudido, isso é espírito do mal.
Devemos dar muita atenção ao curso dos nossos
pensamentos e de nossas obras. Se tudo neles inclina-nos para o bem, esse é o
anjo bom. Mas, se o curso dos pensamentos, das ações termina numa coisa má ou
menos boa do que se havia proposto fazer, ou se no meio da ação, perde-se a paz
a tranquilidade, a quietude, é sinal que está agindo pelo mau espírito e o
inimigo está colocando em risco a nossa salvação.
As
verdades
Por isso, é preciso vigiar, é preciso discernir. E
para sabermos se estamos enganados pelo inimigo, devemos checar as nossas
verdades e as verdades de Cristo.
Deus nos convida a um banquete onde podemos sentar
à mesa, e às vezes nós ficamos só com os farelinhos. Não fiquemos com as
migalhas quando temos um banquete a nossa disposição.
Deus quer nos dar mais, Deus quer nos saciar. Deus
quer mais conosco. Deixemos Ele agir.

Edição Portuguese

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