Qual é a relação entre pecado e esperança?
14/02/26
Pecado
e esperança são dois termos diametralmente opostos; no entanto, a relação entre
eles é dada por Deus.
Não
poderíamos imaginar uma relação entre dois termos mais opostos: pecado e
esperança. Porque, à primeira vista, o pecado representa a perda da esperança
em obter a salvação prometida por Cristo para aqueles que creem nele e seguem
os Seus mandamentos.
Portanto,
descobrir uma relação entre os dois é chocante para o cristão que se esforça
para fazer a vontade de Deus. No entanto, para o pecador endurecido que
encontrou Cristo, é uma verdade sublime.
Consciência
do pecado
São
João Paulo II meditou sobre na Audiência Geral de 8 de maio sobre a atitude do homem diante da
consciência do pecado, tomando como referência ao salmo 50(51). Este é um primeiro passo para a conversão:
O
salmista confessa seu pecado claramente e sem hesitação: 'Eu reconheço a minha
culpa (...). Contra ti, contra ti somente, pequei; fiz a maldade que tu odeias'
(Salmo 50, 5-6).
Assim,
a consciência pessoal do pecador entra em cena, pronta para perceber com
clareza o mal cometido. É uma experiência que implica liberdade e
responsabilidade, e o leva a admitir que rompeu um vínculo para construir uma
opção de vida alternativa em relação à Palavra de Deus. Disso decorre uma
decisão radical de mudança.
O
Santo Padre então se referiu ao remorso como o próximo passo, colocando “diante
dos olhos dos nossos corações os pecados que cometemos”:
..
".. nós os revisamos um por um, os reconhecemos, nos envergonhamos e nos
arrependemos deles, então, perplexos e aterrorizados, podemos dizer com razão:
"meus ossos não têm descanso por causa dos meus pecados".
Consequentemente, o reconhecimento e a consciência do pecado são o fruto de uma
sensibilidade adquirida graças à luz da palavra de Deus" (n. 2).
A
esperança do perdão de Deus
Nesse
momento, o pecador sabe que ofendeu a Deus e precisa do Seu perdão. Este é o
momento sublime em que ele recupera a esperança, porque Deus o ama e deseja a
sua salvação.
São
João Paulo II coloca desta forma:
"...a
confissão de culpa e a consciência da própria miséria não conduzem ao terror ou
ao pesadelo do julgamento, mas à esperança de purificação, libertação e nova
criação" (n. 5).
A
esperança do pecador no perdão divino restaura sua vida e a certeza de que, não
importa quão grande seja seu pecado, Deus sempre estará esperando por ele de
braços abertos se ele se arrepender de todo o coração.
Esta,
então, é a relação mais estranha, mas também a mais reconfortante para aqueles
de nós que ainda lutam neste mundo. Nunca nos esqueçamos disso.


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