Dos 4 estilos de pai e mãe, qual
transmite melhor a fé?
06/01/26
Há um estilo que os pesquisadores
identificaram ser o melhor em termos de transmissão da fé e da religião para os
filhos
Nos últimos 30 anos, houve um aumento constante no
número de jovens adultos que se identificam como “não religiosos”. Embora a fé
costume ser transmitida dentro da família, é comum que muitos jovens de hoje
cresçam escolhendo não praticar a fé de seus pais.
Há muitas razões para isso, mas um ponto importante
é o estilo de paternidade (também chamado de estilo parental).
Até recentemente, não havia muita pesquisa focada
em como os pais criam filhos que preservem a fé em Deus, mas Amy Adamczyk, professora de sociologia
do John Jay College, em
Nova York, e Christian Smith, sociólogo da Universidade de Notre Dame,
decidiram analisar mais de perto essa questão.
Depois de examinar várias pesquisas e realizar mais
de 200 entrevistas, suas descobertas foram publicadas pela Oxford University Press em um
livro chamado Handing Down the Faith: How Parents
Pass Their Religion on to the Next Generation.
Examinando os 4 principais estilos parentais
comumente usados na psicologia hoje - autoritário, autoritativo, permissivo e
negligente - Adamczyk e Smith descobriram que o estilo
parental autoritativo é o que parece determinar melhor o
sucesso na transmissão da fé aos filhos.
Aqui estão algumas das principais características
do estilo autoritativo que podem ajudá-lo(a) na educação dos seus filhos.
1.
Os pais e mães autoritativos colocam limites e perspectivas claras
Os pais/mães que colocam perspectivas claras para
os filhos em relação a frequência na missa, observância religiosa, oração,
caridade etc. dão aos filhos uma sensação de segurança, previsibilidade,
pertença e sentido.
“Os pais/mães autoritativos estabelecem
expectativas claras em relação à religião. Eles incentivam a participação dos
filhos”, disse Adamaczyk a Religion News.
2.
Os pais e mães autoritativos transmitem amor, afeto e respeito
Ao mesmo tempo em que estabelecem limites e
perspectivas claras, os pais/mães que têm laços emocionais estreitos com seus
filhos, que demonstram respeito e amor por eles, são muito mais propensos a ter
filhos que continuem a praticar sua religião quando adultos.
“Parte da razão pela qual o estilo autoritativo é
tão bem-sucedido é que as crianças querem imitar seus pais. Elas
realmente gostam de se parecer com os pais”, disse Adamaczyk.
3.
Os pais e mães autoritativos escutam e aprendem
Quando os pais têm respeito e amor genuínos pelos
filhos, eles os ouvem — e aprendem com suas perguntas e comportamentos. As
crianças podem querer saber mais sobre algum aspecto da fé, o sentido da vida
ou o que certas orações ou histórias bíblicas significam. Essas perguntas fazem
com que os pais estudem e aprendam mais.
Além disso, o crescente relacionamento das crianças
com Deus e seus comentários e comportamentos em relação a Deus podem inspirar
os pais em sua própria vida de fé.
4.
Os pais e mães autoritativos falam e fazem
Os pais que são bem sucedidos em educar filhos na
vida de fé não apenas falam — eles estão comprometidos com sua própria fé e
prática religiosa. Suas ações se alinham com suas crenças — eles buscam ser
testemunhas autênticas e crescer em sua fé.
Os pais que não têm medo de mostrar aos filhos que
viver a fé às vezes pode ser difícil dão um exemplo que seus filhos podem
seguir à medida que se tornam adultos.
5.
Os pais e mães autoritativos assumem sua responsabilidade
Pais e mães bem sucedidos na transmissão da fé e da
religião não apenas deixam seu filho(a) na igreja e esperam que alguém de lá
cuide de tudo.
Trata-se de pais e mães que assumem a responsabilidade por seu papel central na formação de seus filhos na sua fé e religião. Isso inclui encontrar uma paróquia vibrante, boa catequese e grupos de jovens, mas também significa que, como pai/mãe, você percebe que é o principal educador de seu filho(a) e que aquilo que você faz como família tem o maior efeito no longo prazo.

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