Sejamos missionários, a qualquer momento
18/01/26
Ser
missionário não é uma atividade reservada a alguns cristãos excepcionais. Uma
família pode e deve também anunciar o Evangelho ao seu redor
“A colheita é grande, mas os trabalhadores são
poucos. Por isso peçam ao dono da colheita que mande trabalhadores para a sua
colheita. Vão! Estou enviando vocês como cordeiros no meio de lobos. ” (Lc
10,3-2). Esta passagem do Evangelho nos lembra da importância da missão. Mas
como nós podemos ser missionários, especialmente durante as férias?
Da oração à ação
O primeiro pedido de Jesus é “Ore ao Senhor da
colheita(…)”.A oração é sempre indispensável, vital e primeira. Sempre precede
a ação. Porque, na evangelização como no resto, é sempre Deus quem age. Somos
instrumentos na mão dele. As férias são muitas vezes a ocasião de várias
reuniões. A oração da noite pode ser a ocasião de orar por todos aqueles que
conhecemos, cada criança enumerando por sua vez aqueles com quem ela
compartilhou o dia. Essa oração é importante por dois motivos. Em primeiro
lugar, porque o Senhor sempre escuta o que pedimos a Ele. Temos a certeza de
que Ele responderá a nossa oração, muitas vezes sem que nos demos conta. Em
segundo lugar, porque faz as crianças reconhecem cada pessoa como filha de
Deus. Um filho, uma filha que Deus ama com um amor único e a quem Ele chama
para viver com ele. Rezem, portanto, acima de tudo. E então ajam. Mas como?
1. Primeiramente e antes de tudo vivendo como
cristãos. É pelo amor que temos um pelo outro que devemos ver que somos
cristãos. Evangelizar tem muito mais a ver com aquilo que somos do que com
aquilo que dizemos. Evangelizar é sobretudo esforçar-se para viver segundo o
Evangelho. Assim, uma família cristã pode ser identificada pelo amor que ali
reina e pelo amor que ela irradia; não por discursos, mas por uma capacidade de
recepção, de abertura, de atenção aos outros.
2. Evangelizar também, é não ter medo de chamar as
coisas pelo seu nome, é dizer a verdade. Em uma discussão entre amigos, em
resposta à pergunta de uma criança ou de uma pessoa mais velha, não silencie a
fé, não esconda a Verdade. Mesmo se estivermos em um círculo com poucos ou
nenhum católico, mesmo em um ambiente hostil, mesmo se respondermos a uma
criança cuja família não crê. Precisamos testemunhar nossa fé, dizer o que o
Espírito Santo nos revela e ensinar nossos filhos a fazer o mesmo. Não hesite
em manifestar a sua fé, mesmo quando isso requer coragem, mas fale de maneira
muito simples, sem arrogância, sempre com humildade – porque a nossa fé é um dom,
que não merecemos mas recebemos de graça – sempre com um profundo respeito pelo
nosso interlocutor, porque ele também é um filho infinitamente amado por Deus.
3. Evangelizar é, às vezes, criar oportunidades
para falar sobre Deus. O que não significa que todos sejam chamados a
evangelizar em praça pública ou no metrô. Mas isso significa que somos todos
convidados a estar atentos aos chamados de Deus para nós. Talvez sejamos a
pequena “ajuda” que Deus usará para trazer de volta a Ele alguns de seus
filhos. Para um avô encontrar o caminho de volta para a Igreja, basta talvez
que seus netos lhe peçam para ir com eles à missa. Para um casal decidir
batizar seu filho, pode ser o suficiente conversar com todo o respeito e
delicadeza que a amizade sugere. Para um adolescente “perdido” começar a
vislumbrar a Luz, pode ser que ele precise apenas do calor de sua família.
Diante da invasão do materialismo ateu, não nos lamentemos. Escutemos Jesus que
nos fala: “A colheita é abundante, mas os trabalhadores são poucos.” Vamos orar
e agir !
Christine Ponsard

Edição Portuguese

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