O anjo da guarda pode fazer 5 coisas: Santa Faustina viu
Publicado
em 11/10/26
Do Purgatório aos
moribundos, a mística polonesa teve visões nas quais o anjo da guarda mostrou
seu poder e suas limitações
Cinco
missões: são as que o anjo da guarda tem em relação a nós. Santa Faustina
Kowalska, a mística polonesa que conversava com Jesus, tomou conhecimento
dessas missões dos anjos durante algumas de suas visões.
Marcello
Stanzione, no livro
“Gli angeli della Divina Misericordia” (editora Segno), explicou da seguinte
maneira as cinco missões do anjo da guarda:
1)
Mostra o Purgatório e as almas sofredoras
Pouco
depois de entrar no convento, Santa Faustina adoeceu. A madre superiora a
enviou com outras duas freiras para passar descansar em Skolimów, perto de
Varsóvia. Naquela época, ela perguntou ao Senhor Jesus: "Por quem ainda
tenho que rezar?". Jesus respondeu que na noite seguinte a avisaria. Por
orientação do anjo da guarda, ela visitou o purgatório e compreendeu que devia
rezar por aquelas almas.
Aqui
está sua descrição: "Eu vi o anjo da guarda que me ordenou que o seguisse.
Em um momento me encontrei em um lugar enevoado, invadido pelo fogo e, nele,
uma enorme multidão de almas sofredoras. Essas almas rezam com grande fervor,
mas sem eficácia para si mesmas: só nós podemos ajudá-las. As chamas que as
queimavam não me tocaram. Meu anjo da guarda não me abandonou por um único
momento. E perguntou a essas almas qual era o seu maior tormento. E juntas
responderam que seu maior tormento é o desejo de Deus. Vi Nossa Senhora
visitando as almas do Purgatório. As almas chamam Maria de 'Estrela do Mar'.
Ela lhes traz alívio”.
2)
Pede para rezar pelos moribundos
"Uma
vez fui ao jardim à tarde - lembra Santa Faustina - e o anjo da guarda me
disse: 'Reze pelos moribundos'. Imediatamente comecei o rosário pelos os
moribundos junto com as meninas encarregadas do jardim. Depois do terço,
rezávamos várias invocações para os moribundos” (Q I, 313).
Vemos
ao longo do Diário como a oração pelos moribundos se tornará um dos
compromissos mais sinceros da Irmã Faustina. Muitas vezes ela percebia de
antemão a necessidade de orações a certas almas.
Diante
da inveja de Satanás por nossa união com Deus, permanecemos tranquilos com
nosso anjo da guarda e o rosário. Satanás teve inveja das graças que Irmã
Faustina recebeu, especialmente por sua profunda união com Deus durante a Santa
Missa. Ele a perturbava enquanto ela dormia à noite através de muitos demônios,
mas ela se mantinha calma porque sentia que seu anjo da guarda estava lá, e ela
rezava o terço.
3)
Há momentos em que ele não consegue nos consolar
A
saudade do Criador pode nos levar a uma grande humildade e a amá-lo por meio de
todas as suas criaturas (terrestres e celestiais), porém o anjo da guarda pode
não nos consolar. Por quê?
Diz
Santa Faustina: quando uma noite olhei para o céu, da minha cela, e vi um
firmamento estupendo, salpicado de estrelas e a lua, de repente uma chama
inconcebível de amor pelo meu Criador entrou em minha alma. Incapaz de suportar
a saudade que aumentava em minha alma por ele, deitei-me ao chão em atitude de
pequenez e humildade. Eu o adorava por de meio de todas as suas criaturas, e
quando meu coração não suportou mais o que estava acontecendo, comecei a
chorar. Então meu anjo da guarda me tocou e me disse estas palavras: 'O Senhor
me manda dizer para você se levantar do chão'. Fiz isso imediatamente, mas
minha alma não se consolou. A nostalgia de Deus ficou ainda mais forte” (Q I,
470).
4)
É um apoio durante os exercícios espirituais
19.10.1935.
Na noite antes de partir para o retiro de oito dias, Santa Faustina foi tomada
pelo medo ao ver sua miséria e inépcia diante da grandeza da obra de Deus.
Jesus lhe disse: "Por que você tem medo de fazer a minha vontade? […]”
(QI, 489).
Na
manhã seguinte, o anjo da guarda a acompanha de Wilno a Cracóvia com uma parada
em Varsóvia: "Na manhã seguinte, vi o anjo da guarda, que me fez companhia
na viagem para Varsóvia. Quando entramos no alojamento, ele desapareceu. […]
Quando embarcamos no trem em Varsóvia com destino a Cracóvia, vi meu anjo da
guarda ao meu lado novamente, orando enquanto contemplava Deus e meus pensamentos
se voltaram para ele. Quando chegámos à porta do convento, desapareceu” (Q I,
490).
5)
Guia no Paraíso
Santa
Faustina escreve sobre o anjo da guarda: "Uma vez rezei muito aos santos
jesuítas, de repente vi meu anjo da guarda, que me conduziu diante do trono de
Deus. Passei por grandes hostes de santos, vi muitos rostos conhecidos, vi
muitos jesuítas que me perguntavam: 'De que Congregação é essa alma?'. Quando
atendi, me perguntaram: 'Quem é seu diretor?'. Respondi que era o padre
Andrasz… Quando quiseram continuar conversando, meu anjo da guarda fez sinal
para ficar calada e eu passei diante do próprio trono de Deus”.
A santa mística viu "um grande e inacessível brilho": "vi o lugar destinado a mim nas proximidades de Deus, mas o que é não sei, pois estava coberto por uma nuvem, e meu anjo da guarda me disse: ' Aqui está o teu trono, pela tua fidelidade no cumprimento da vontade de Deus'” (Q II, 683).

Edição Portuguese

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