Quais são os efeitos da Esperança?
Publicado em 21/10/26
Uma virtude que, entre outras coisas, protege contra o desânimo e dilata o coração na expectativa da bem-aventurança eterna
Uma virtude que, entre outras coisas, protege
contra o desânimo e dilata o coração na expectativa da bem-aventurança eternaMuitas
vezes, aproximamo-nos de Deus pois justamente Ele parece ser a nossa última
alternativa. O único que pode resolver o que eu não consigo fazer por mim
mesmo. Será que essa experiência consegue explicar realmente a Esperança
Cristã?
A nossa fé não é um amuleto que dá sorte quando
precisamos daquela força extra. Cuidado, amigos! Nossa fé tem características
muito diferentes de outras religiões. Jesus não é igual a Buda, ou Maomé. Bora
entender!
Esperança como Virtude
A Esperança é uma Virtude Teologal, ou seja,
“adapta às faculdades do homem à participação na natureza divina, refere-se
diretamente a Deus e dispõe os cristãos para viverem em relação com a
Santíssima Trindade” (CIC nº 1812-1813). Por ela, desejamos o Reino dos Céus e
confiamos nas promessa de Cristo. O Catecismo ainda diz:
“A Esperança corresponde ao desejo de felicidade
que Deus colocou no coração de todo o homem; assume as esperanças que inspiram
as atividades dos homens, purifica-as e ordena-as para o Reino dos Céus;
protege contra o desânimo; sustenta no abatimento; dilata o coração na
expectativa da bem-aventurança eterna. O ânimo que a esperança dá preserva do
egoísmo e conduz à felicidade da caridade”CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, 1818
Olhemos os efeitos da Esperança Cristã
Assume as esperanças que inspiram as atividades dos
homens, purifica-as e ordena-as para o Reino dos céus: você já parou para
pensar por que faz o que faz? Não podemos viver andando por aí sem rumo.
Tampouco podemos permitir-nos fazer o mal às pessoas. Pelo contrário, devemos
fazer o bem. Sendo assim, anunciar e ser testemunhas do Evangelho nas nossas
atividades faz-nos repensar o porquê de fazermos as coisas.. Não é
novidade que, muitas vezes, na vida cristã somos chamados a assumir uma cruz,
algum fato que nos é custoso, difícil e até doloroso. Bento XVI, na “Spe
Salvi”, nos ensina que há “lugares” de aprendizagem e de exercício da
esperança, como por exemplo a oração, o agir e o sofrer. Ele diz: “Não é
o evitar o sofrimento, a fuga diante da dor, que cura o homem, mas a capacidade
de aceitar a tribulação e nela amadurecer, de encontrar o seu sentido através
da união com Cristo, que sofreu com infinito amor” (SS 37).
Preserva do egoísmo e conduz à felicidade da
caridade. A esperança nos lembra que nossa vida não se limita
a este mundo, não podemos guardar ou levar para a vida eterna bens materiais.
Tampouco podemos ignorar os demais; temos que ajudá-los. Aquele que está do meu
lado é uma missão para mim. Devo viver e oferecer a ele toda a alegria da
Esperança Cristã. Devo ajudá-lo, para que se salve.
Resumindo, a Esperança cria uma grandeza no coração
humano. Não nos é permitido ter uma atitude passiva, simplesmente. Pelo
contrário, a Esperança Cristã dilata o coração diante da vontade de Deus, que
nos oferece um caminho de peregrinação até o encontro definitivo com Ele. É
uma santificação da nossa vida e das nossas ações.
A Esperança nos lembra do quão importante é a Vida;
mesmo que pareça que nós não fazemos nada demais, nós somos santificados à
medida em que vamos seguindo a Deus e oferecendo-Lhe nossas ações e orações.
Essa é a nossa Fé, que se sustenta na Esperança deste Deus que nos ama e nos
acompanha. Por isso ele é chamado o Emanuel, o Deus conosco.
Por Fábio Santos Araújo, via Jovens de Maria

Edição Portuguese

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